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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

VARICOCELE.

Varizes do testículo ou do escroto.

O que é?

Veias dilatadas ao longo do cordão espermático (estrutura que suspende o testículo) constituem a varicocele. Causas anatômicas (veia espermática desembocando na veia renal esquerda) e incompetência de válvulas venosas são as principais causas da doença.A varicocele está presente em 15% da população geral (adultos e adolescentes) e em 35% dos homens com infertilidade.

O que se sente?

O paciente nota a presença de veias dilatadas e tortuosas no seu saco escrotal ou mesmo apresenta desconforto ou dor no lado afetado. As veias aumentam de calibre com o esforço físico. A varicocele pode também ser indolor ou ser achada acidentalmente. O lado mais atingido, por uma razão anatômica, é o lado esquerdo. Aparecimento súbito de varicocele principalmente em pessoas idosas pode ser causado por tumores renais devido à compressão da veia renal. A varicocele é uma causa comum de infertilidade, alterando o esperma e inclusive diminuindo , em alguns casos, o volume testicular.

Como se faz o diagnóstico?

Veias calibrosas numa das metades do saco escrotal, não dolorosas à palpação e que aumentam de volume enquanto o paciente é submetido à uma manobra de esforço, constitui o diagnóstico de varicocele. Em casos duvidosos, pode-se recorrer a ecografia testicular, cintilografia dos testículos e termografia.

Como se trata e qual é o prognóstico?

O tratamento é cirúrgico com ligadura da veia espermática. Existem várias técnicas, todas de ambulatório. O tratamento geralmente é bem sucedido e se a varicocele for a única causa da infertilidade, essa estará resolvida. Alguns casos assintomáticos de varicocele podem ser tratados conservadoramente com um suspensório escrotal durante exercícios.Além da infertilidade, a dor no testículo afetado ou a estética ( varicoceles muito volumosas ) constituem outras indicações cirúrgicas. Em crianças a indicação é controversa, sendo indicada a cirurgia quando houver indícios de atrofia ( diminuição do volume) testicular.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

O que causa varicocele?

Criança precisa tratar varicocele?

É necessário tratamento para varicocele?

Posso fazer exercícios?

Varicocele causa infertilidade?

URETRITES.

Sinônimos/nomes populares:

A gonorréia é conhecida por blenorragia e popularmente por corrimento, escorrimento ou pingadeira. Gota matinal, gota militar e estrela da manhã são termos freqüentemente usados para uretrites.

O que é?

Uretrite é a inflamação da uretra com conseqüente surgimento de secreção e sintomas.

A inflamação pode ser:
 

de causa bacteriana (gonococo, clamídia, E. Coli)
de causa química (por exemplo, espermaticida usado durante as relações)
de causa traumática (cirurgias, corpo estranho)

As uretrites mais comuns são as infecciosas sexualmente transmitidas. Essas são classificadas em uretrites gonocócicas e não gonocócicas. As gonocócicas são causadas pela Neisseria gonorrheae e as não gonocócicas são causadas por diferentes tipos de germes, entre os quais a Chlamydia trachomatis.Outros germes podem causar uretrites embora não frequentemente como a Trichomonas vaginalis, Ureaplasma urealyticum, Mycoplasma hominis, Staphylococcus sp e Candida albicans. Existem casos mais raros como as uretrites traumáticas (sondas,corpo estranho), as uretrites por virus, uretrites associadas à neoplasia ou ao condiloma intra-uretral e uretrite psicogênica.

Como se adquire?

A maioria das uretrites são sexualmente transmitidas.

Nos últimos anos houve aumento na freqüência das uretrites sexualmente transmitidas devido:
 

à promiscuidade sexual
ao acesso fácil a anticoncepcionais
à divulgação de material erótico e pornográfico
à prática de automedicação com tratamentos inadequados
à migração de população de baixo nível socioeconômico-cultural para cidades grandes
ao grande número de portadores sãos
à não utilização de preservativos.

O que se sente?

As uretrites causam sintomas como dor para urinar, aumento da freqüência urinária, secreção (corrimento) pela uretra, dor durante ejaculação ou relações. Menos freqüentemente dores testiculares com "inchume" do mesmo, febre e mal estar.

Como se faz o diagnóstico?

As queixas geralmente são típicas, como vimos acima, principalmente quando acompanhadas de secreção uretral. As características da secreção (cor, volume, tempo de surgimento) são importantes na diferenciação entre uma uretrite gonocócica e uma não-gonocócica. O diagnóstico se baseia no exame bacterioscópico e bacteriológico da secreção uretral. Bacterioscopia e bacteriologia da secreção e/ou imunofluorescência para Chlamidia deverão ser obtidas. Em casos mais complexos, outros exames deverão ser solicitados como:
 

exame qualitativo de urina
urocultura com teste
urocultura pós-massagem prostática
imunologia para Chlamydia
técnica do PCR

Conforme o caso, testes para pesquisa do HIV deverão ser pedidos.

Quais as conseqüências das uretrites?

As uretrites podem levar infecção a outros órgãos do aparelho genital e urinário como testículos (orquite), epidídimos (epididimite), próstata (prostatite). A própria uretra pode apresentar complicações, como, por exemplo, estreitamento.

A infertilidade tanto masculina quanto feminina é outra conseqüência temida das uretrites, bem como a transmissão para o feto.

Como se trata?

Os antibióticos são prescritos, uma vez feito o diagnóstico de uretrite infecciosa. Muitas vezes as uretrites têm dois agentes etiológicos (gonococo + clamídia). Um antibiótico que ataque os dois micro-organismos está indicado. Abstinência sexual e uso de preservativo durante o tratamento é recomendado.

O prognóstico é bom quando o tratamento é bem indicado.

Como se previne?

O esteio da prevenção é o uso de preservativo juntamente com outras medidas, como seleção adequada do parceiro e evitar promiscuidade sexual.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

O que causa essa doença? Frio (...e baixa temperatura... e caminhar de pé descalço... e urinar contra o vento...) influi na doença?

Pode causar câncer?

Pode causar uma infecção?

Essa doença é transmissível?

Posso tomar álcool?

TUMORES DE TESTÍCULO.

O que são?

Os tumores de testículos são tumores raros e ocorrem em 2-3 indivíduos para cada 100 mil homens. Sua maior incidência se encontra nos adultos jovens dos 15 aos 35 anos, que é a fase da maior atividade sexual e inícion da profissional.

Como se desenvolve?

Fatores genéticos estão relacionados no desenvolvimento dos tumores de testículo, visto que podem ocorrer casos familiares (entre irmãos, por exemplo).

Traumatismos são freqüentemente citados como possíveis geradores de tumores de testículo. O que se acredita é que o trauma chama a atenção para o testículo tumoral.

O uso de estrógenos pela mãe durante a gravidez pode ocasionar nos filhos uma maior incidência de tumores de testículo, atrofia testicular (testículos pequenos) ou criptorquidia (testículos fora de sua posição habitual).

Diga-se de passagem que pacientes com criptorquidia tem um risco 50 vezes maior de desenvolverem tumor de testículo do que pacientes normais.

O que se sente e como se faz o diagnóstico?

Os tumores de testículo podem se apresentar como nódulos indolores ou por aumento do volume do órgão. Alguns pacientes notam o problema pelo aumento de peso do testículo. Essas alterações podem progredir sem a percepção do paciente. Noutras situações - cerca de 10% dos casos- o tumor pode ter uma hemorragia interna, gerando um quadro agudo que pode ser confundido com outras inflamações benignas do testículo (por exemplo, orquite). Em 15% dos casos, já existem metástases e os sintomas surgirão conforme a área envolvida como:
 

tosse ou dispnéia (pulmão)
dores nas costas (retroperitôneo)
edema de membros inferiores (envolvimento da veia cava) e outros

Aumento das mamas (ginecomastia) pode também ocorrer em alguns tumores de testículo. Ela ocorre devido ao aumento de produção de estrógenos ou por deficiencia da formação de andrógenos.

No exame físico do paciente, geralmente, palpa-se o nódulo ou o testículo endurecido, indolor.

Outras estruturas do saco escrotal (epidídimo, canal deferente), não estão envolvidas, a não ser em casos mais avançados.

Qualquer quadro agudo envolvendo testículo em pessoas jovens e que não resolver em 7-10 dias de tratamento convencional deve levantar suspeitas quando à presença de tumor. Em 10% dos casos, o paciente apresenta-se com manifestações de doença metastática como dor lombar,dispnéia, vômitos,ginecomastia ou perda de peso

Após realizado o exame físico, são solicitados exames complementares a fim de confirmar o diagnóstico, tais como:
 

alfa fetoproteina e beta-HCG que são marcadores tumorais, isto é, substâncias produzidas pelos tumores e que estão aumentadas na sua presença. 8%dos seminomas produzem beta-HCG enquanto que 0% produzem alfa feto-proteina Os tumores não seminomatosos produzem ambos os marcadores em torno de 60% dos casos.
ecografia testicular, a qual nos dá idéia do volume e localização do tumor, bem como nos oferece a imagem do outro testículo.
tomografia abdominal total, a qual pesquisa o retroperitôneo (região localizada atrás da cavidade abdominal) na busca de metástases ganglionares.
RX de tórax ou tomografia de tórax.

Uma vez confirmada a suspeita clínica, o passo seguinte é a exploração inguinal. Realiza-se uma incisão na região inguinal do paciente e por ela o testículo é tracionado. Um fragmento da lesão (biópsia) é retirado e mandado para o patologista. Se for confirmada a presença de tumor maligno, o testículo é extirpado (orquiectomia).

O testículo é um órgão composto por diferentes tipos de células, as quais podem gerar diferentes tipos de tumores, cada um com um comportamento peculiar, com maior ou menor malignidade.

Os tumores também podem ser compostos por diferentes células. São os tumores mistos.

Não é a finalidade deste artigo dar conhecimento detalhado dos grupos celulares do testículo. Entretanto, esses podem ser divididos em dois grandes grupos:
 

tumores seminomatosos e
não seminomatosos.

Tratamento

O conhecimento do componente celular do tumor e a presença ou não de metástases é que orientarão o tratamentofuturo.

Existem várias formas de tratamento:
 

Orquiectomia radical(OR)
OR+linfadenectomia retroperitoneal (retirada de gânglios do retroperitôneo)
OR+quimioterapia
OR+linfadenectomia+quimioterapia
OR+radioterapia (a radioterapia está indicada nos seminomas)

A escolha do tratamento ideal dependerá da extensão da doença ( estadiamento) e tipo histológico. Existem ainda as preferências de cada urologista que também devem ser consideradas.

Qual é o prognóstico?

O prognóstico varia com o tipo celular e com a extensão do tumor.

Nos últimos 25 anos, devido aos marcadores tumorais, aos métodos diagnósticos e à quimioterapia, houve uma melhora significativa na sobrevida dos pacientes, mesmo nos estágios mais avançados da doença.
 

Tipo histológico Freqüência Sobrevida em 10 anos
Seminoma 45-50% 92%
Teratocarcinoma 20-25% 74%
Teratoma 8-10% 72%
Carcinoma embrionário 15-20% 64%
Coriocarcinoma 0-1% 44%

Após o término do tratamento, o paciente deverá fazer exames periódicos por vários anos a fim de detectar recidivas.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

O que causa tumor de testículo?

É grave?

Tem cura?

Pode dar no outro testículo?

Posso ter filhos apesar de estar com esse tumor?

TUMOR DE BEXIGA.

O que é?

O tumor de bexiga é uma neoplasia que, em 90% dos casos, surge a partir da mucosa, ou seja, do urotélio vesical. Também chamado de carcinoma transicional de bexiga, constitui 6,2% de todos os tumores os tumores malignos.

Depois da próstata, é a segunda neoplasia urogenital a acometer o homem. Na mulher, é o oitavo câncer mais prevalente (EUA), correspondendo a 2,5% dos cânceres. Em ambos os sexos, a incidencia vem aumentando.

Como se desenvolve?

Várias substâncias estão vinculadas ao tumor vesical, dentre elas as mais importantes são o fumo e as aminas aromáticas (encontradas na indústria de tintas, couro, borracha). Vários estudos epidemiológicos suportam a relação entre essas substâncias e o câncer de bexiga. Outras substâncias não conseguiram exibir uma relação mais estreita, mas continuam sob suspeita: cafeína, adoçantes artificiais e os metabólitos do triptofano.

O que se sente?

O tumor pode ser completamente assintomático. A manifestação mais importante é a presença de hematúria (sangue na urina) assintomática (85% dos casos). Noutras situações o tumor pode se apresentar na forma de sintomas urinários como: ardência miccional, aumento na freqüência urinária, dor vesical (25% dos casos).

Como se faz o diagnóstico?

O exame físico do paciente geralmente nada mostra a não ser grandes tumores que podem ser palpados por via abdominal ou retal (ou combinadas). Uma vez levantada a suspeita de tumor deve-se solicitar uma urografia excretória ou ecografia abdominal total, com a finalidade de avaliar o aparelho urinário superior e inferior, descartando dilatação renal e a presença de outros tumores transicionais e verificando o grau de comprometimento da parede vesical pelo tumor. A uretrocistoscopia com biópsia faz o diagnóstico de tumor, pois através dela o urologista vê diretamente o tumor, suas características, localização e número.

Como se trata?

Após a cistoscopia diagnóstica, está indicada a ressecção endoscópica do tumor cuja finalidade é a retirada total do tumor. A retirada deve compreender o tumor e toda a sua base (raiz) de maneira que se tenha as suas características celulares bem como sua profundidade em relação às paredes da bexiga. A bexiga possui várias camadas: mucosa, submucosa (tecido conjuntivo subepitelial), camada muscular superficial e profunda e tecido adiposo perivesical (em redor da bexiga). Conforme a penetração nessas camadas, os tumores vesicais são classificados em vários tipo. De uma maneira simplificada, eles podem ser:
 

superficiais
profundos
metastáticos

Outro dado importante são as características celulares do tumor classificadas em graus de I a III.

A pesquisa da extensão tumoral (estadiamento) envolve vários exames e compreendem:
 

biópsias aleatórias de bexiga
biópsia da uretra prostática
palpação bimanual da bexiga
tomografia computadorizada abdominal total

O tratamento dos tumores vesicais é um dos mais complexos, pois as variáveis são muitas. De uma forma resumida, os tumores superficiais e de baixo grau são tratados com ressecção endoscópica e acompanhados com cistoscopias periódicas. Em algumas situações, esse tratamento pode ser complementado com instilações vesicais (tiotepa, mitomicina, doxorrubicina, BCG).

Tumores profundos ou de alto grau são levados à cistectomia radical com derivação urinária. Neste tipo de tratamento, a bexiga é retirada e a urina desviada para a pele através do intestino. Outra opção é retirar a bexiga e reconstruir outra a partir de alças intestinais, permanecendo o paciente com micção pela uretra. Para os pacientes que não têm condições cirúrgicas ou que se negam a realizar a cirurgia, a radioterapia é uma alternativa. Em presença de metástases, o tratamento é a quimioterapia.

Prognóstico

Depende do grau histológico e do estadiamento do tumor.
 

PARÂMETRO SOBREVIDA
05 ANOS 10 ANOS
GRAU I 81% 60%
II 66% 46%
III 24% 17%
ESTADIO

SUPERFICIAIS

O 79% 62%
A 64% 43%

PROFUNDOS

B 28% 22%
C 20% 13%

METASTÁTICO

D

18% 0%
(Dellatt e cols,1982)

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

O que causa um tumor da bexiga?

Essa doença é muito grave?

Tem cura?

Eu sou fumante, devo parar de fumar?

Essa doença é transmissível?

TORÇÃO DE TESTÍCULO.

O que é?

É uma dor súbita no escroto (saco, saco escrotal) acompanhada de aumento de volume do mesmo. Pode estar acompanhada de sinais locais, tais como "inchume", aumento da temperatura e " vermelhidão". Sintomas gerais como náuseas, vômitos e dor abdominal podem acompanhar o quadro. Geralmente crianças e adolescentes são mais afetados. É uma emergência cirúrgica.

Como se desenvolve?

O testículo está dentro do saco escrotal envolvido por diversas camadas e suspenso pelo canal deferente e pelas suas artérias e veias. Ele é praticamente um órgão "dependurado" dentro do escroto.

Além disso, devido a líquidos internos que servem como lubrificantes, ele tem uma certa mobilidade em torno de seus eixos. A torção ocorre quando o testículo excede o movimento em torno do seu eixo longitudinal. As suas estruturas de sustentação são comprometidas e o fluxo sangüíneo testicular fica diminuído. Uma seqüência de acontecimentos ocorre resultando no aumento doloroso do testículo devido à diminuição do fluxo arterial e congestão do sangue venoso.

O que se sente?

Os sintomas variam conforme a idade do paciente . Nos recém nascidos há aumento brusco do volume do saco escrotal do lado comprometido, endurecimento do testículo e pouca dor. Nos adolescentes, o quadro clínico começa com dores abdominais ou inguinais para, logo após, se localizarem no testículo. No adulto jovem, a dor testicular dá início aos sintomas.

Como o médico faz o diagnóstico?

Geralmente o início abrupto da dor juntamente com o aumento de volume no testículo num paciente de pouca idade faz pensar na torção de testículo. Outras causas devem ser levantadas, como a torção de apêndice testicular, epididimite, edema escrotal agudo, orquite, hérnia encarcerada, tumor de testículo. A presença de sintomas urinários, como micção freqüente, ardência miccional, associados à dor testicular faz pensar em processos inflamatórios ou infecciosos do trato urinário com conseqüente orquiepididimite. Alguns pacientes referem atividade física ou sexual precedendo o início do quadro. Outros pacientes relatam que tudo começou durante o sono, talvez devido à posição das pernas em relação ao testículo. Certos indivíduos relatam já ter tido os mesmos sintomas que, entretanto, se resolveram espontaneamente.

Ao exame do paciente, nota-se aumento doloroso da metade envolvida do escroto. O mesmo apresenta-se avermelhado e inchado. Exames de urina e urocultura devem ser solicitados para diagnóstico diferencial com outras patologias. O ultra-som do testículo com eco-doppler do cordão espermático é o procedimento de eleição para exame do testículo e sua irrigação sangüínea . A cintilografia testicular é outra possibilidade, embora mais demorada.

Como se trata?

Uma vez feito o diagnóstico o tratamento é cirúrgico e de emergência. O lado comprometido deve ser explorado através de uma incisão no escroto e ser executada a distorção do testículo e fixação do outro testículo não comprometido, através de pontos (sutura) na parede do escroto. Em alguns casos, quando o paciente não procura recurso médico imediatamente ou quando o diagnóstico não é feito com rapidez, o testículo sofre alterações irreversíveis, obrigando a sua extirpação. Com os meios diagnósticos modernos, essa é uma situação pouco freqüente.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

O que causa torção no testículo?

É urgente?

Posso tratar somente com remédios?

Isso pode causar uma infecção?

TAMANHO DO PÊNIS.

A preocupação com o tamanho do pênis é comum entre os homens. Essa ansiedade pode ocorrer na infância, na adolescência ou na fase adulta. Meninos freqüentemente comparam o tamanho de seus pênis com os dos outros. Piadas e brincadeiras surgem dessas comparações. Entretanto a situação muda quando há início da atividade sexual.
Muitos homens, embora com pênis de tamanho normal, o acham pequeno por várias razões:
 
O pênis dos outros é maior.
Essa situação é muito comum e na maioria das vezes sem fundamento médico. Esses pacientes reclamam do comprimento do órgão mesmo com ereção e penetração vaginal normais.
Pacientes obesos reclamam ter pênis curto.
Essa situação é devida ao embutimento do pênis em meio à gordura sobre o púbis o que dá a impressão de um órgão pequeno.
Estatura alta e pênis não proporcional.
Embora haja certa relação da estatura do paciente com o tamanho do seu pênis, existe uma ampla variação de comprimento encontrada. Homens de baixa estatura podem ter pênis maiores que homens de alta estatura e vice-versa.
Flacidez peniana e ereção.
Os pacientes geralmente se preocupam com o tamanho do pênis em flacidez que é geralmente o momento de comparação com o de outros homens. Muitos não sabem o comprimento em ereção ou qual foi o crescimento adicional. O que muitos se esquecem é que o tamanho deve ser acompanhado de uma ereção efetiva que garanta uma penetração vaginal.
O que é um pênis normal?
Deixando de lado os aspectos anatômicos de normalidade, um pênis flácido mede de 5 cm a 10 cm de comprimento. O tamanho durante a flacidez não determina o tamanho durante a ereção. A medida é feita desde o ponto em que ele se encontra com o corpo (não com a pele) até a extremidade da glande. Se aplicarmos tração manual, o pênis ganhará de 2 a 5 cm. Masters e Johnson (1966) verificaram que o pênis em ereção mede de 12,5 cm a 17,5 cm. Um recém-nascido apresenta um comprimento médio de 3,75 cm.
O que é um pênis anormal?
Não há uma definição universalmente aceita. Um pênis flácido menor que 4cm ou um ereto com menos de 7,5 cm devem ser considerados pequenos. Entretanto, encontramos pacientes que se aproximam desses valores mas com boa ereção e sem queixas no seu relacionamento sexual.
Quais as causas de pênis pequeno?
Causas hormonais por desordem de funcionamento dos testículos ou da hipófise podem interferir no desenvolvimento do pênis bem como de toda a genitália masculina. Dentro destes casos encontra-se desde o micro-pênis até a genitália ambígua. O pênis pode ficar pequeno em conseqüência de traumatismos, queimaduras ou doenças adquiridas (doença de Peyronie). Geralmente essas causas são raras. O mais freqüente é que o paciente não esteja satisfeito com o tamanho do seu pênis mesmo que o médico nada encontre de anormal.
Tratamento
O paciente deve ser examinado detalhadamente, incluindo volume e presença dos testículos, presença e localização de pêlos pubianos e outros caracteres sexuais secundários. Se o pênis for considerado de tamanho normal pelo médico, o paciente necessitará de uma avaliação por um sexólogo, psicólogo ou psiquiatra a fim de pesquisar a verdadeira razão de sua queixa. Se o pênis for considerado pequeno e forem detectadas alterações hormonais, uma reposição com testosterona está indicada.
Tratamentos não cirúrgicos como aparelhos à vácuo, aparelhos de tração mecânica, aparelhos de estimulação eletromagnética, pesos, não dão resposta satisfatória permanente. O tratamento cirúrgico envolve secção dos ligamentos suspensores do pênis, injeção de gordura no corpo do pênis (aumento do diâmetro) ou uso de retalhos cutâneos das coxas ou nádegas. Esses tratamentos não são isentos de complicações e algumas delas podem ser graves, tais como necrose dos retalhos, reabsorção de gordura, insatisfação do paciente. Além disso, os resultados desses tratamentos são pouco conhecidos na literatura médica.
Conclusão
Infelizmente, muitos profissionais pouco éticos se aproveitam da ansiedade e dúvidas dos pacientes, indicando, sem nenhum critério, tratamentos que mais visam onerar o paciente do que realmente uma orientação científica. Os pacientes com dúvidas sobre o tamanho do seu pênis devem procurar profissional qualificado, o qual avaliará a situação, podendo ser necessária uma opinião multidisciplinar com sexólogo ou psiquiatra.
Perguntas que você pode fazer ao seu médico
Como posso saber se meu pênis é normal?
Existem maneiras seguras de aumentar o meu pênis se eu não estiver satisfeito com o tamanho?

PROSTATITE.

O que é?

É a inflamação aguda ou crônica, geralmente por bactérias.

Existem outros tipos de prostatite não vinculadas com bactérias, como as prostatites não bacterianas (virais, fúngicas, granulomatosas).

A prostatodinia seria uma situação na qual os sintomas se assemelham à prostatite, entretanto nenhum agente infeccioso é encontrado, ficando entre suas causas desde espasmos da musculatura perineal até estresse emocional.Atualmente , a tendencia atual é de se chamar estes casos de sindrome dolorosa pélvica, de origem inflamatória ou não.Outro tipo de prostatite é a encontrada em material de biópsia, sendo assintomáticas

A prostatite cronica é uma afecção que acomete de 10% a 14% dos homens de todas as idades e raças. É possível que 50% dos homens desenvolverão sintomas de prostatite em algum momento de suas vidas. Como se desenvolve ou se adquire?

A prostatite ocorre devido a vários fatores: migração de bactérias através da uretra em direção à próstata, deficiências da atividade antibacteriana da secreção prostática (a falta de zinco na secreção é freqüentemente apontada), falta de anticorpos locais e sistêmicos. Cada paciente pode apresentar preponderância de um ou de mais fatores.

A bactéria mais comum encontrada em prostatites infecciosas é a Escherichia coli (80%) a qual também é a mais encontrada em infecções do aparelho urinário.

Outros organismos são os bastonetes gram negativos e enterococos (germes encontrados no trato intestinal).

Microorganismos causadores de doenças sexualmente transmissíveis também são responsáveis por prostatites, principalmente, prostatite aguda.O gonococo foi no passado importante agente etiológico de prostatites. Os antibióticosmudaram este cenário.

O que se sente?

Ardência ou dor para urinar, freqüência urinária aumentada , dor na musculatura entre as pernas (períneo) e às vezes secreção uretral são os sintomas mais encontrados.

Nas prostatites agudas, o quadro clínico é mais grave, com presença de mal estar geral, febre, mialgias e dor abdominal. Na prostatite crônica, os sintomas são mais sutis com desconforto no períneo, testículos e região lombar.

Aumento da freqüência miccional diurna e noturna (polaciúria e noctúria), diminuição da libido, ejaculação dolorosa são sintomas também relatados pelos pacientes.

Como se faz o diagnóstico?

Um exame físico completo é necessário a fim de se descartar outras patologias que possam estar provocando os mesmos sintomas. Um toque retal mostrará uma próstata dolorosa, embora na prostatite crônica possa estar normal.

O médico não deverá massagear a próstata na fase aguda da prostatite a fim de não intensificar os sintomas. Exames de urina mostrarão a presença de bactérias, de leucócitos (pus) e de sangramento microscópico (hematúria). A urocultura com antibiograma identificará o germe, bem como orientará na escolha do antibiótico. A prostatite aguda geralmente é mais fácil de diagnosticar. O mesmo não acontece com a prostatite crônica que, além de muitas vezes não se achar o agente infeccioso, deve ser diferenciada de outras síndromes que ocasionam sintomatologia similar.

História de prostatite aguda prévia, infecção urinária no passado ou urocultura atual positiva reforçam o diagnóstico de prostatite crônica. Culturas fracionadas de urina (primeiro jato urinário, jato médio, urina pós-massagem prostática) são úteis no diagnóstico.

A ecografia transretal da próstata não acrescenta muito mais.

Como se trata?

O tratamento das prostatites bacterianas é com antibióticos como o trimetoprim e ciprofloxacina. A urocultura com antibiograma orienta na escolha do antibiótico somada à experiência do médico.

A prostatite aguda, sendo uma situação mais grave, exige um tratamento mais agressivo com antibióticos intramuscular ou endovenosos, hidratação do paciente, combate à dor e à febre; internação hospitalar é muitas vezes necessária.

Existem situações nas quais nenhuma bactéria é encontrada e os sintomas são semelhantes à prostatite crônica. O paciente fica ansioso com o problema e muitas vezes troca de urologista pois esse não resolveu seu problema. Esses pacientes talvez sofram de dor pélvica crônica a qual é de difícil tratamento. Banho de assento morno, atividade sexual regular, evitar ciclismo, anti-inflamatórios, benzodiazepínicos, antidepressivos, antibióticos (às cegas) e eletroestimulação perineal já foram utilizados nessa síndrome, mostrando a ineficiência de uma única terapia.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

O que causa essa doença?

Pode causar câncer?

Pode causar infecção?

Essa doença é transmissível?

É difícil de curar?

PRIAPISMO.

O que é?

É uma ereção persistente (mais de 4 horas), freqüentemente dolorosa, desencadeada ou não pela atividade sexual. O nome priapismo vem da mitologia grega na qual Príapo, filho de Afrodite, era conhecido pelo seu falo longo e ereto. É uma emergência urológica!

A sua ocorrencia é baixa: 1,5 casos por 100000 habitantes por ano. Em homens acima dos 40 anos, a incidência aumenta para 2,9 por 100000 habitantes por ano.

Como se desenvolve?

O priapismo pode ocorrer em qualquer idade. Na adolescência está muitas vezes associado à doenças do sangue, como a leucemia e anemia falciforme. Nas demais idades, geralmente é idiopática (sem causa específica). Nos idosos pode estar associada a neoplasias. Vários fatores estão relacionados como possíveis causadores de priapismo: abuso de álcool ou drogas, traumas genitais, doenças inflamatórias. A causa idiopática (desconhecida) é a mais freqüente. A utilização de drogas injetadas diretamente no pênis (no corpo cavernoso) a fim de provocar ereções tem aumentado a freqüência de priapismos. Dentre essas drogas, a que causa mais priapismo é a papaverina.

O que se sente?

O paciente queixa-se de uma ereção que não regride e é acompanhada geralmente de dor.

Como o médico faz o diagnóstico?

O diagnóstico é simples baseado na história do paciente. Ao exame físico, nota-se uma ereção do pênis sem a participação da glande ("cabeça" do pênis) e dos corpos esponjosos (tecido que envolve a uretra). Logo, se trata de uma ereção dos corpos cavernosos exclusivamente.

Como se trata?

Existem dois tipos de priapismo. O priapismo de baixo fluxo (venoclusivo), mais frequente. Está associado à diminuição do retorno venoso. É doloroso devido à má oxigenação do pênis. O outro tipo é o de alto fluxo (arterial), menos frequente. É indolor e geralmente causado por trauma peniano.

Através da análise do sangue coletado do pênis diretamente (gasometria dos corpos cavernosos) tem-se uma diretriz para o tratamento, que pode se constituir em:
 

aspiração do corpo cavernoso (drenagem)
aspiração do corpo cavernoso com injeção de drogas vasoativas (vasoconstritores)
aspiração e lavagem do corpo cavernoso
tratamento cirúrgico (a fim de criar comunicações entre o corpo cavernoso e corpo esponjoso)

Nos casos em que não há resolução do priapismo ou que este permaneceu várias horas sem tratamento, ocorre a fibrose dos corpos cavernosos com comprometimento futuro das ereções. A única solução é a prótese peniana.

Como se previne?

Como na maioria das situações o priapismo é idiopático, fica difícil a prevenção. Os pacientes que usam drogas intracavernosas para promover a ereção devem ser alertados para o risco de priapismo. Se a ereção perdurar por mais de 2-3 horas após a aplicação da droga, um serviço de emergência ou um urologista deve ser procurado. Nos casos em que o priapismo é ocasionado por drogas via oral, estas deverão ser evitadas. Para pacientes com doenças sanguíneas, a hidratação, oxigenação, alcalinização, transfusões e outras alternativas mais específicas são necessárias.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

O que causa essa doença?

É transmissível?

Pode causar câncer?

Pode causar impotência? Posso ter relações sexuais?

PIELONEFRITE.

Sinônimo e nomes populares

Pielite, infecção do rim, infecção urinária.

O que é?

É a infecção que por penetração de germes atinge um ou dois rins. Geralmente o paciente refere dor na região lombar (abaixo da última costela nas costas), febre alta, calafrios, ardência para urinar, sensação de urina quente e urina mais escura. Náuseas e vômitos acompanham o quadro.

Como se adquire?

O germe pode atingir o rim pelo sangue ou subindo da uretra para a bexiga e pelo ureter até o rim.

Quando existe alguma malformação do aparelho urinário ou urina que volta da bexiga para o rim (refluxo vésico-uretral) ou pedra nos rins ou outro tipo de obstrução, a pielonefrite tem condições favoráveis para se instalar. Os germes mais freqüentes são os gram-negativos.

Como se faz o diagnóstico?

Pelos sintomas de dor, febre, tremor de frio, urina escura , ardência para urinar e aumento de freqüência das micções. Ao exame físico do paciente, nota-se palpação e percussão dolorosa da região lombar

O exame comum de urina mostra no sedimento muitos leucócitos e alguns eritrócitos (glóbulos brancos e vermelhos). A urocultura com teste de antibiótico nos revela o germe causador e a medicação mais adequada. Exames de imagem como ultra-som, RX, Urografia Excretória, Tomografia computadorizada podem confirmar o diagnóstico.

Como se trata?

O tratamento é feito com antibióticos baseado no teste de sensibilidade bacteriana, mostrado pela urocultura com teste. A correção cirúrgica das> malformações ou fatores predisponentes (por exemplo, um cálculo urinário) pode ser necessária para completar o tratamento..

Como se evita?

Levando uma vida saudável, ingerindo muito líquido, tratando adequadamente as intercorrências como cálculos urinários ou malformação do aparelho urinário. Em caso de dúvida procure seu médico.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

O que causa pielonefrite?

Pedras nos rins podem causar pielonefrite? Causar câncer?

Essa doença pode afetar o funcionamento do meu rim?

Essa doença é transmissível?

terça-feira, 25 de outubro de 2011

ORQUITES E ORQUIEPIDIDIMITES.

O que é?

Orquite é um processo inflamatório ou infeccioso envolvendo o testículo.

Epididimite é a inflamação ou infecção do epidídimo (órgão tubular localizado sobre cada testículo).

Geralmente, os dois órgãos são envolvidos, daí o nome de orquiepididimite (OE). Como se adquire?

As OE podem ser causadas por numerosas bactérias ou vírus.
 

A causa mais comum de orquite viral é a caxumba (parotidite). Dos homens que desenvolvem caxumba após a puberdade, 15 a 25% poderão ter orquite durante a evolução da doença.
As OE poderão ser decorrentes de infecções prostáticas transmitidas sexualmente, como a gonorréia e a clamídia.
Agentes bacterianos causadores de infecção urinária como Escherichia coli também são comumente encontrados nas OE.
Tuberculose envolvendo esses órgãos pode ser uma das causas.

Traumatismo escrotal (por exemplo "uma bolada nos testículos") também pode gerar uma OE inflamatória.

Existe uma afecção chamada de orquialgia crônica caracterizada por dor no testículo ou em ambos os testículos com duração maior do que tres meses, interferindo nas atividades do indivíduo.Geralmente não se encontra uma causa definida sendo uma situação pouco compreendida. Devem ser afastadas as causas mais comuns de dor testicular: infecção, varicocele, hérnia inguinal, hidrocele,espermatocele, dor referida,trauma, torção do testículo e tumor.

O que se sente?

Existe uma OE com forma de apresentação aguda e outra de forma crônica.
 

Na aguda, há dor forte de começo insidioso, gradativa, unilateral e acompanhada de aumento de volume do saco escrotal. O paciente relata uma sensação de peso no testículo. A dor se irradia para a região inguinal (virilha) do mesmo lado. Febre e mau estado geral acompanham o quadro clínico.
Na forma crônica, os sintomas podem estar ausentes. O paciente pode manifestar desconforto local ao manusear o testículo ou o epidídimo.

Como o médico faz o diagnóstico?

As queixas acima e os achados de exame físico - aumento do volume do escroto com hiperemia local (vermelhidão da pele do saco), dor à mobilização do testículo, inclusive perturbando a deambulação do paciente - possibilitam o diagnóstico. Além disso:
 

Exame comum de urina,
urocultura,
testes para gonorréia e clamídia,
leucograma,
ecografia escrotal com doppler colorido (ecografia com som e cor),

Esses exame complementares ajudam a fazer diagnóstico diferencial entre as patologias citadas acima. OE.

Observar que, na forma crônica, o testículo ou o epidídimo podem estar atrofiados devido à fibrose pós-inflamatória com comprometimento da fertilidade do paciente.

Como se trata?

O tratamento inclui sempre repouso geral, repouso sexual, suspensório escrotal e alívio da dor com analgésicos e antinflamatórios.

Quando a origem for bacteriana o uso de antibióticos está indicado.

Se a OE for decorrente de uma doença sexualmente transmitida, a parceira deverá ser tratada concomitantemente.

Nas OE virais, não há indicação de antibióticos. São utilizadas as medidas gerais já descritas. O interferon alfa-2 pode ser considerado.

Complicações

A infertilidade e a atrofia (diminuição do volume) dos testículos são freqüentes.A OE pode evoluir com a formação de abscesso. Neste caso a drenagem cirúrgica está indicada. Em casos extremos,a orquiectomia (retirada do testículo)é necessária.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Quanto tempo vai levar para desaparecer a dor?

Posso ter filhos depois disso?

Fazer repouso é importante?

Essa doença é transmissível?

 

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