Mostrando postagens com marcador pediatria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pediatria. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

VISÃO DO RECÉM-NASCIDO.

Quando um recém-nascido consegue ver?

Até pouco tempo atrás, nós pensávamos que os recém-nascidos pudessem ver muito pouco durante os primeiros meses de vida. Porém, testes melhores e mais sofisticados provaram que esta presunção era incorreta.

Em realidade, recém-nascidos podem ver e distinguir objetos já nas primeiras semanas de vida.

Foco

Os olhos deles não têm grande capacidade de foco, assim a distância ideal para ver um objeto fica entre 20 e 35 centímetros.

Isso é, aproximadamente, a distância em que o rosto da criança fica do rosto da mãe, quando está mamando ao seio.

Cores

A distinção entre cores provavelmente não é muito boa até pelo menos três meses de idade. Essa é a razão pela qual os recém-nascidos tendem a ter maior atração pelo contraste entre o claro e o escuro em vez de por objetos de cores fortes.

Preferências

Outro aspecto interessante da visão de um recém-nascido é que eles têm preferência pela face humana. Na realidade, parece haver uma zona do cérebro dedicada a permitir este reconhecimento facial.

É interessante que os bebês recém-nascidos são atraídos até mesmo por esboços grosseiros de faces humanas. Esse mecanismo de reconhecimento específico facilita o apego entre a mãe e a criança, particularmente durante a amamentação.

Coordenação

Uma desvantagem para a visão do recém-nascido é que os músculos do olho do bebê são ligeiramente fracos e bastante sem coordenação. Assim, embora a visão possa ser desenvolvida o bastante para permitir o reconhecimento de formas e contrastes, os músculos do olho tornam difícil o foco e o seguir estes objetos.

A maioria dos pais está familiarizada com o olhar estrábico que os bebês recém-nascidos parecem ter. Porém, esta coordenação pobre dos olhos, que os impede de se mover como uma unidade, é menos intensa a cada mês que passa.

VARICELA (Catapora).

Nome popular:

catapora.

O que é?

A varicela (catapora) é uma doença infecciosa, altamente contagiosa, causada por um vírus chamado Varicela-Zoster. Esse vírus pode causar vários tipos de infecções: primária (quadro clínico de catapora bem estabelecido), latente (sem manifestação clínica) e reativação.

Esse vírus permanece em nosso corpo a vida toda, estando como que adormecido; sua reativação determina doença localizada na área correspondente a um ou mais nervos sensitivos e chama-se então Herpes-Zoster, conhecida também como cobreiro.

Como se adquire?

Na era pré-vacina 90% das pessoas suscetíveis desenvolviam a doença primária varicela ou catapora. No contato intradomiciliar a contaminação da doença ocorre em mais de 80% dos propensos; em contato menos íntimo (colégio), baixa para 30% das crianças.

A passagem da doença de pessoa a pessoa em uma mesma casa costuma tornar mais grave o quadro. O período de transmissão inicia 24 a 48 horas antes do surgimento das lesões da pele e se estende até que todas as vesículas tenham desenvolvido crostas (casca), usualmente 7 a 9 dias. O tempo que medeia entre o contato e surgimento da doença (incubação) é de 14 a 16 dias, variando entre 10 e 21 dias. A transmissão se dá através do contato aéreo, de via respiratória para via respiratória ou por contato direto com as lesões vesiculares cujo líquido está cheio de vírus.

O que se sente?

Uma vez alojados no organismo, os vírus começam a se reproduzir, invadem o sangue e produzem os sinais de infecção: febre 38 a 38,5°C, mal estar, perda do apetite, dor de cabeça. Os sintomas são mais ou menos intensos na dependência da quantidade de vírus contaminantes e da capacidade de defesa daquele indivíduo.

Lesões da pele e das mucosas:

Os vírus que estão na árvore respiratória são carregados para a pele e mucosas pela corrente sangüínea. Inicia-se uma reação inflamatória local; aparecem pequenas pápulas avermelhadas com prurido intenso que evoluem rapidamente para pequenas vesículas com líquido cristalino, que acaba se turvando. As vesículas retraem-se no centro e inicia-se a formação de crosta escura (casca). Tudo ocorre em mais ou menos 2 a 3 dias. As lesões surgem em "ondas" independentes o que faz com que haja, no mesmo indivíduo, lesões de variados estágios evolutivos, sendo este achado um dos mais importantes para a confirmação do diagnóstico. O número das lesões é extremamente variável (10 a 1500 em pessoas normais); na média podemos falar em cerca de 300.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico é fundamentalmente clínico. O tratamento é dirigido ao abrandamento dos sintomas. É uma doença benigna e a cura se faz por reação do próprio organismo. Atualmente, as complicações mais importantes acontecem por contaminação com bactérias. Gestantes, recém-nascidos e indivíduos com defesas baixas são casos que necessitam atenção especial.

Herpes-Zoster x Varicela - Curiosidade

Não se desenvolve Zoster por contato com varicela, mas se pode desenvolver varicela em contato com Zoster. Como?

Sendo o Zoster a reativação do vírus que já estava no organismo, quem tem Zoster já curou sua varicela (com sintomas ou sem sintomas) e quem ainda não teve varicela pode pegá-la pelo vírus que se encontra na lesão do Zoster.

Prevenção

A vacina contra varicela é recomendada após o primeiro ano de idade em dose única.

Os adolescentes suscetíveis necessitam 2 doses.

VACINAÇÃO E IMUNIZAÇÃO.

Vacinas liberadas nos Estados Unidos no ano 2007: Antraz, Tuberculose (BCG), Caxumba, Cólera, Coqueluche (Pertussis), Difteria, Doença de Lyme, Encefalite Japonesa, Febre Amarela, Gripe, Hepatite A, Hepatite B, Hemófilos B, Meningococo, Peste, Pneumococo, Poliomielite, Raiva, Rubéola, Sarampo, Tífo, Tétano, Varicela, Papilomavirus humano (HPV), Rotavirus.

Administração de múltiplas vacinas

A maior parte das vacinas pode ser empregada de forma simultânea e eventualmente em preparação única. Algumas necessitam aplicação em locais e por vias diferentes, braço e coxa, injeção intramuscular e subcutânea. Algumas vacinas não devem ser aplicadas simultaneamente (vacinas orais contra poliomielite e contra febre amarela ou contra cólera).

Doses perdidas de vacina

Caso tenha sido ultrapassado o prazo de aplicação de uma vacina não há necessidade de recomeçar a série inteira da imunização, a dose esquecida deverá ser feita na primeira oportunidade.

Estado vacinal desconhecido ou incerto

As pessoas com incerteza de seu estado de imunização devem ser consideradas como suscetíveis à doença em pauta e imunização apropriada deverá ser administrada.

Dúvidas na contra-indicação

Não está contra-indicada a vacinação nas seguintes situações:
 

doença aguda com febre moderada até 38 O C
diarréia sem manifestação sistêmica
fase de convalescença
tratamento com antibiótico
reação prévia à vacina com vermelhidão, dor, edema local e febre moderada
prematuridade
gravidez materna
exposição à doença infecciosa
amamentação
desnutrição.

Imunização passiva

A imunização passiva implica na administração de anticorpos pré-formados a um indivíduo.

Três situações genéricas orientam a imunização passiva:

 

deficiência na elaboração de anticorpos (uso de corticóides)
exposição à determinada doença em pacientes de risco importante (criança leucêmica exposta ao sarampo)
terapêutica (quando uma pessoa já doente pode se beneficiar suprimindo efeitos tóxicos, como, por exemplo, no botulismo ou diminuindo uma reação inflamatória, como na doença de Kavasaki). Os produtos usados nestas situações são geralmente gama-globulina ou similares.

Vacinação ou imunização ativa acontece quando uma pessoa é estimulada, por ação de uma vacina, a desenvolver uma defesa contra uma doença infecciosa.

TREINAMENTO DE BANHEIRO.

O primeiro aniversário da criança é cercado por inúmeras aquisições: as primeiras palavras, talvez os primeiros passos e uma grande bagunça com o bolo de aniversário.

O segundo aniversário, contudo, representa a chegada de uma época que muitos pais aguardam com ansiedade e, alguns, com medo - o controle dos esfíncteres, isto é, o treinamento para a criança ir ao banheiro.

Embora possa haver muita pressão dos familiares, amigos e mesmo de alguns técnicos de saúde ou educação para que o treinamento seja iniciado o mais rapidamente possível, devemos ter em mente que a pessoa mais importante e apta a decidir qual a melhor época para que este treinamento inicie é a própria criança.

A criança que tem sucesso no treinamento é aquela que quer ser treinada.

Crianças forçadas no treinamento do controle de esfíncteres quando elas ainda não estão preparadas para isto tendem a desenvolver uma atitude negativa e desafiadora que só faz retardar a aquisição deste controle.

A maior parte das crianças começa a imitar os pais, assim como a adquirir um senso de autonomia, em algum momento após o segundo aniversário.

É importante lembrar que a idade média de aquisição do controle de esfíncteres é aos três anos (isto não inclui o controle noturno). A média aos três anos significa que algumas crianças irão adquirir este controle mais perto dos dois anos de idade, enquanto algumas outras somente irão atingir este estágio mais próximas dos quatros anos.

O truque do sucesso é identificar quando a criança está pronta para esta etapa e, então, auxiliá-la sem cobrança de resultados, isto é, sem estresse.

Alguns indicadores que podem auxiliar a identificar o momento de iniciar o treinamento: Sua criança sabe dizer quando quer fazer xixi ou cocô?

Se ela sabe, ou se ela simplesmente sabe que foi há pouco, esta consciência ajudará a começar. Suas evacuações são previsíveis?

Se forem, a regularidade pode ajudar os pais a identificar horários em que o treinamento tenha mais probabilidade de ser bem sucedido. Ela quer usar roupa de baixo de "criança grande"?

Este é um sinal de querer ser independente. A roupa íntima também pode servir como uma recompensa para o interesse da criança em treinar os esfíncteres. Ela pode baixar e levantar as calças sozinha?

Esta habilidade permite o acesso fácil quando ela sentir vontade de utilizar o penico. Ela sabe dizer quando quer ir ao penico?

Isto pode parecer óbvio, porém, muitas vezes o sinal certo para começar o treinamento é simplesmente esperar que ela verbalize o interesse.

Acima de tudo, a chave para o sucesso é a paciência.

É típico da criança desta idade mostrar um enorme interesse, só para perder toda a motivação quando a atividade deixar de ser novidade.

Relaxe, o interesse vai voltar.

Lembre de elogiar o sucesso mas nunca castigar os insucessos.

O destaque para os acidentes somente criará tensão e reduzirá a rapidez de atingir o controle.

O próximo passo é auxiliar a criança a identificar os sinais que o corpo está enviando.

Algumas dicas úteis:


 

Use o penico portátil.
Embora o objetivo final seja o uso do banheiro, um penico facilmente disponível permitirá à criança experimentar alguma independência.
Deixe-a correr pela casa sem roupas quando possível.
Sem a segurança de uma fralda a tendência é ficar mais alerta para quando ela quer fazer xixi ou cocô. Tenha o penico à mão para que ela possa agir nesses impulsos.
Use roupa íntima de treinamento.
Usar roupa íntima de algodão ou descartável é extremamente útil. Como os acidentes irão acontecer, a roupa íntima para este período de treinamento deve ser descartável ou resistente à lavagem, além de confortável e fácil da criança tirar com mínimo ou nenhum auxílio.
Seja paciente.
Freqüentemente são necessários meses para que a criança domine os esfíncteres e possa usar o penico ou o banheiro com segurança. São comuns também vários "passos para trás" durante o período de treinamento.
Separe o dia da noite.
O controle dos esfíncteres durante a noite é um passo mais tardio que o controle diurno. Não espere que os dois aconteçam ao mesmo tempo.

Se você esperar sua criança mostrar interesse no treinamento de banheiro, você vai achar a experiência muito mais fácil do que tinha antecipado. Acima de qualquer outra coisa, poder controlar os reflexos para evacuar ou urinar deve ser uma experiência positiva para sua criança.

TESTÍCULO ECTÓPICO.

O que significam criptorquidia e testículo ectópico?

Durante a gestação, os testículos do feto masculino se formam dentro do abdômen. Logo antes do nascimento, os testículos do menino descem por um canal, chamado canal inguinal, do abdômen para o escroto.

Quando um testículo não faz esse movimento, o termo médico para essa condição é criptorquidismo. Isso significa, grosso modo, testículo escondido.

Outra forma médica de fazermos referência a essa condição é dizendo que esse menino tem testículos ectópicos, ou seja, fora do lugar correto. Um entre cada 125 meninos tem alguma forma de criptorquidismo. Em 10 a 15% dos casos, ambos os testículos são ectópicos. Muitas vezes um testículo ectópico descerá espontaneamente durante o primeiro ano de vida. Após o primeiro ano, contudo, é muito pouco provável que isso venha a ocorrer.

Como se faz o diagnóstico?

Vários exames clínicos podem ser necessários para termos certeza de que o menino tem criptorquidismo e não um testículo retrátil. O testículo retrátil ocupa o escroto, mas ocasionalmente (e temporariamente) retorna ao canal inguinal. Essa condição não requer nenhum tratamento pois normalmente corrige, de modo espontâneo, antes de adolescência.

Quem tem risco de ter criptorquidismo?

Meninos prematuros e aqueles de baixo peso ao nascer (menos de 2500 g) têm um risco aumentado de nascerem com testículos ectópicos. Esse risco é tanto maior quanto menor for a criança.

Como é corrigido?

Na imensa maioria das vezes não é necessário nenhum tipo de tratamento, pois os testículos irão migrar espontaneamente para o escroto. Em algumas situações a criança precisará de injeções de hormônio ou cirurgia. A cirurgia, chamada de orquidopexia, leva o testículo até o escroto e faz a sua fixação lá. Como o tipo de tratamento e a época em que deve ser indicado são decisões que devem ser individualizadas a cada caso, é indispensável o acompanhamento do seu pediatra que, achando necessário, poderá sugerir o acompanhamento simultâneo com um cirurgião pediátrico.

Por que tem que ser corrigido?

O tratamento é necessário por várias razões:
 

a temperatura mais alta do corpo pode inibir a produção normal de esperma no testículo ectópico.
o testículo ectópico é mais suscetível à formação de tumores.
o testículo ectópico é mais vulnerável a lesões.
um escroto assimétrico ou vazio pode causar preocupação e embaraço.

Os pais deveriam se preocupar?

O testículo ectópico freqüentemente está associado a hérnias, assim, os pais de meninos nascidos com essa condição devem estar alertas para o surgimento de alguma inchação ou "caroço" na área de virilha do bebê. Uma hérnia que se forme na mesma área onde o testículo descerá poderia danificar o testículo ou então obstruir o intestino. Essa condição vai requerer avaliação médica imediata.

Meninos nascidos com um testículo ectópico têm um risco maior de infertilidade do que os nascidos sem essa condição e, embora tumores de testículo sejam muito raros, meninos nascidos com um testículo ectópico têm uma chance maior de desenvolverem câncer testicular. Quando a criança ficar maior e mais independente, é importante que ela saiba da cirurgia e que deve examinar os testículos periodicamente. O pediatra ou cirurgião pode lhe ensinar como fazer isso. Se o menino notar qualquer irregularidade ou inchaço, ele precisa ser examinado.

SUFOCAMENTO E ENGASGOS - PREVENÇÃO DE ACIDENTES.

As crianças, especialmente aquelas com menos de três anos de idade, são particularmente suscetíveis à obstrução e à morte devido ao pequeno calibre das suas vias aéreas, sua relativa pouca experiência com a mastigação e à tendência natural de colocar quaisquer objetos na boca. Elas também têm risco maior pela sua pouca capacidade de levantar a cabeça ou de se livrarem de espaços apertados.

Alguns fatos sobre sufocamento (dados dos Estados Unidos):

Em 1997, 659 crianças com menos de 14 anos morreram por obstrução das vias aéreas (sufocação, engasgo, estrangulamento).

Dessas crianças, aproximadamente 80%, tinham menos de quatro anos de idade.

A maior parte dos casos acima aconteceu dentro de casa.

No ambiente de dormir ocorrem 60% dos sufocamentos. A criança pode sufocar quando sua face vira contra o colchão, travesseiro, acolchoado macio ou quando alguém na mesma cama rola sobre ela.

A cada ano, o berço está envolvido em mais de 70% dos casos ocorridos em que algum produto para criança esteve implicado. Os berços são responsáveis por cerca de 40 estrangulamentos e sufocamentos a cada ano.

Cerca de 900 crianças, cuja morte é atribuída à Síndrome da Morte Súbita do Lactente, a cada ano são encontradas em ambientes potencialmente sufocantes, freqüentemente de barriga para baixo, com o nariz e boca cobertos por acolchoados macios.

Todas as crianças devem ser colocadas para dormir de barriga para cima para reduzir o risco da Síndrome da Morte Súbita do Lactente.

Balões são o brinquedo mais freqüentemente relacionado ao sufocamento de crianças com menos de três anos de idade.

O estrangulamento das crianças ocorre quando algum produto fica enrolado em seus pescoços. Itens comuns em estrangulamentos são os cordões da gola das roupas, fitas ou outras decorações, colares, fitas para prender o bico à roupa e puxadores de cortinas.

As crianças podem sofrer estrangulamento em aberturas que prendam suas cabeças como as aberturas em beliches, berços, brinquedos de playground, carrinhos de bebê e cadeiras de bebê (cadeirinha alta).

Dicas para prevenção

Coloque sempre seu filho para dormir de costas, em um colchão firme e liso. Remova travesseiros, brinquedos e outros produtos "macios" do berço.

Sempre supervisione as crianças pequenas quando elas estão brincando ou comendo.

Não permita que crianças abaixo de seis anos comam alimentos redondos e duros como amendoins ou outras sementes, cenouras cruas, pipocas e doces duros.

Elas também não devem comer salsichas e uvas, a não ser que a pele ou a casca seja removida, o alimento seja partido em pedaços pequenos e não redondos.

Mantenha itens pequenos como moedas, alfinetes de segurança, jóias e botões fora do alcance do seu filho.

Não permita que seu filho brinque com brinquedos que possam passar pelo buraco do tubo de papelão que vêm no centro do rolo de papel higiênico. Certifique-se de que todos os brinquedos do seu filho sejam apropriados para a idade conforme a certificação do fabricante. Inspecione todos os brinquedos regularmente para verificar danos e conserte ou ponha fora os brinquedos danificados.

Remova o capuz e os cordões da gola das roupas de seu filho. Para impedir estrangulamentos, nunca permita que a criança brinque em playgrounds com colar, bolsa, cachecol ou roupas com cordões na gola. Prenda os puxadores de cortinas longe do alcance das crianças. Nunca coloque nada no ou sobre o berço com corda ou fita maior do que 15 cm.

Não permita que crianças abaixo de seis anos durmam na cama de cima de um beliche. Certifique-se de que nenhum espaço entre as grades, cabeceira, pés ou entre as grades e a caixa da cama tenha mais do que 9 cm.

SÍNDROME DE DOWN.

O que é?

A síndrome de Down é a forma mais freqüente de retardo mental causada por uma aberração cromossômica microscopicamente demonstrável. É caracterizada por história natural e aspectos fenotípicos bem definidos. É causada pela ocorrência de três (trissomia) cromossomos 21, na sua totalidade ou de uma porção fundamental dele.

Características Clínicas

A síndrome de Down, uma combinação específica de características fenotípicas que inclui retardo mental e uma face típica, é causada pela existência de três cromossomos 21 (um a mais do que o normal, trissomia do 21), uma das anormalidades cromossômicas mais comuns em nascidos vivos.

É sabido, há muito tempo, que o risco de ter uma criança com trissomia do 21 aumenta com a idade materna. Por exemplo, o risco de ter um recém-nascido com síndrome de Down, se a mãe tem 30 anos é de 1 em 1.000, se a mãe tiver 40 anos, o risco é de 9 em 1.000. Na população em geral, a freqüência da síndrome de Down é de 1 para cada 650 a 1.000 recém-nascidos vivos e cerca de 85% dos casos ocorre em mães com menos de 35 anos de idade.

As pessoas com síndrome de Down costumam ser menores e ter um desenvolvimento físico e mental mais lento que as pessoas sem a síndrome. A maior parte dessas pessoas tem retardo mental de leve a moderado; algumas não apresentam retardo e se situam entre as faixas limítrofes e médias baixa, outras ainda podem ter retardo mental severo.

Existe uma grande variação na capacidade mental e no progresso desenvolvimental das crianças com síndrome de Down. O desenvolvimento motor destas crianças também é mais lento. Enquanto as crianças sem síndrome costumam caminhar com 12 a 14 meses de idade, as crianças afetadas geralmente aprendem a andar com 15 a 36 meses. O desenvolvimento da linguagem também é bastante atrasado.

É importante frisar que um ambiente amoroso e estimulante, intervenção precoce e esforços integrados de educação irão sempre influenciar positivamente o desenvolvimento desta criança.

Embora as pessoas com síndrome de Down tenham características físicas específicas, geralmente elas têm mais semelhanças do que diferenças com a população em geral. As características físicas são importantes para o médico fazer o diagnóstico clínico; porém, a sua presença não tem nenhum outro significado. Nem sempre a criança com síndrome de Down apresenta todas as características; algumas podem ter somente umas poucas, enquanto outras podem mostrar a maioria dos sinais da síndrome.

Algumas das características físicas das crianças com síndrome de Down são:

 

achatamento da parte de trás da cabeça,
inclinação das fendas palpebrais,
pequenas dobras de pele no canto interno dos olhos,
língua proeminente,
ponte nasal achatada,
orelhas ligeiramente menores,
boca pequena,
tônus muscular diminuído,
ligamentos soltos,
mãos e pés pequenos,
pele na nuca em excesso.

Aproximadamente cinqüenta por cento de todas as crianças com a síndrome têm uma linha que cruza a palma das mãos (linha simiesca), e há, freqüentemente, um espaço aumentado entre o primeiro e segundo dedos do pé. Freqüentemente estas crianças apresentam mal-formações congênitas maiores.

As principais são as do coração (30-40% em alguns estudos), especialmente canal atrioventricular, e as mal-formações do trato gastrointestinal, como estenose ou atresia do duodeno, imperfuração anal, e doença de Hirschsprung.

Alguns tipos de leucemia e a reação leucemóide têm incidência aumentada na síndrome de Down. Estimativas do risco relativo de leucemia têm variado de 10 a 20 vezes maior do que na população normal; em especial a leucemia megacariocítica aguda ocorre 200 a 400 vezes mais nas pessoas com síndrome de Down do que na população cromossomicamente normal. Reações leucemóides transitórias têm sido relatadas repetidamente no período neonatal.

Entre oitenta e noventa por cento das pessoas com síndrome de Down têm algum tipo de perda auditiva, geralmente do tipo de condução. Pacientes com síndrome de Down desenvolvem as características neuropatológicas da doença de Alzheimer em uma idade muito mais precoce do que indivíduos com Alzheimer e sem a trissomia do 21.

Citogenética

A maior parte dos indivíduos (95%) com trissomia do 21 tem três cópias livres do cromossomo 21; em aproximadamente 5% dos pacientes, uma cópia é translocada para outro cromossomo acrocêntrico, geralmente o 14, o 21 ou o 22. Em 2 a 4% dos casos com trissomia do 21 livre, há mosaicismo, isto é, uma linhagem de células com trissomia e uma linhagem de células normal na mesma pessoa.

Aconselhamento genético

Pais que têm uma criança com síndrome de Down têm um risco aumentado de ter outra criança com a síndrome em gravidezes futuras. É calculado que o risco de ter outra criança afetada é aproximadamente 1 em 100 na trissomia do 21 e no mosaicismo. Porém, se a criança tem síndrome de Down por translocação e se um dos pais é portador de translocação (o que ocorre em um terço dos casos), então o risco de recorrência aumenta sensivelmente. O risco real depende do tipo de translocação e se o portador da translocação é o pai ou a mãe.

Cuidados especiais

As crianças com síndrome de Down necessitam do mesmo tipo de cuidado clínico que qualquer outra criança. Contudo, há situações que exigem alguma atenção especial.


 

Oitenta a noventa por cento das crianças com síndrome de Down têm deficiências de audição. Avaliações audiológicas precoces e exames de seguimento são indicados.
Trinta a quarenta por cento destas crianças têm alguma doença congênita do coração. Muitas destas crianças terão que se submeter a uma cirurgia cardíaca e, freqüentemente precisarão dos cuidados de um cardiologista pediátrico por longo prazo.
Anormalidades intestinais também acontecem com uma freqüência maior em crianças com síndrome de Down. Por exemplo, estenose ou atresia do duodeno, imperfuração anal e doença de Hirschsprung. Estas crianças também podem necessitar de correção cirúrgica imediata destes problemas.
Crianças com síndrome de Down freqüentemente têm mais problemas oculares que outras crianças. Por exemplo, três por cento destas crianças têm catarata. Elas precisam ser tratadas cirurgicamente. Problemas oculares como estrabismo, miopia, e outras condições são freqüentemente observadas em crianças com síndrome de Down.
Outra preocupação relaciona-se aos aspectos nutricionais. Algumas crianças, especialmente as com doença cardíaca severa, têm dificuldade constante em ganhar peso. Por outro lado, obesidade é freqüentemente vista durante a adolescência. Estas condições podem ser prevenidas pelo aconselhamento nutricional apropriado e orientação dietética preventiva.
Deficiências de hormônios tireoideanos são mais comuns em crianças com síndrome de Down do que em crianças normais. Entre 15 e 20 por cento das crianças com a síndrome têm hipotireoidismo. É importante identificar as crianças com síndrome de Down que têm problemas de tireóide, uma vez que o hipotireoidismo pode comprometer o funcionamento normal do sistema nervoso central.
Problemas ortopédicos também são vistos com uma freqüência mais alta em crianças com síndrome de Down. Entre eles incluem-se a subluxação da rótula (deslocamento incompleto ou parcial), luxação de quadril e instabilidade de atlanto-axial. Esta última condição acontece quando os dois primeiros ossos do pescoço não são bem alinhados devido à presença de frouxidão dos ligamentos. Aproximadamente 15% das pessoas com síndrome de Down têm instabilidade atlanto-axial. Porém, a maioria destes indivíduos não tem nenhum sintoma, e só 1 a 2 por cento de indivíduos com esta síndrome têm um problema de pescoço sério o suficiente para requerer intervenção cirúrgica.
Outros aspectos médicos importantes na síndrome de Down incluem problemas imunológicos, leucemia, doença de Alzheimer, convulsões, apnéia do sono e problemas de pele. Todos estes podem requerer a atenção de especialistas.

SEU FILHO ESTÁ ASSISTINDO TELEVISÃO DEMAIS?

Foi-se o tempo em que uma hora ou duas horas da TV ligada na sala de casa servia para compartilhar um entretenimento ingênuo entre familiares, amigos e vizinhos.

Desde a sua popularização nos anos 50 e 60 até nossos dias, a presença da televisão em nossas casas e o seu efeito sobre nossas vidas tomou proporções que clamam por reflexão e debate de vários setores da sociedade.

Os principais impactos negativos da TV atingem, principalmente, crianças e adolescentes, e estão relacionados tanto com os conteúdos das programações, quanto com a intensidade com que são assistidas (esta intensidade é avaliada pela quantidade de horas despendidas por dia em frente ao aparelho).

Revisão recente dos principais estudos científicos dos últimos cinquenta anos, que analisam os efeitos do excesso de mídia sobre crianças e adolescentes e suas repercussões na vida adulta, descortina um cenário preocupante. Vários aspectos da saúde, desenvolvimento e amadurecimento de crianças e adolescentes são afetados.

Vejamos um resumo deste quadro:

Os estudos demonstram uma relação direta entre exposição à violência na mídia (e aqui conta TV, DVD, Internet e vídeo games) e comportamento violento. A violência na mídia contribui para comportamento agressivo de adolescentes e futuros adultos, para a banalização da violência, pesadelos em crianças e medo de ser agredido. Os estudos de mais longa duração mostram que crianças e adolescentes que cresceram assistindo mais TV por dia são mais prováveis de cometer atos de violência, mesmo quando adultos, do que aqueles que cresceram assistindo menos TV.

A enxurrada de violência na mídia está quantificada: uma criança americana média terá assistido a 200.000 (é duzentos mil mesmo) atos violentos e 16.000 assassinatos na TV até os 18 anos. Cabe lembrar que a média de tempo das crianças brasileiras defronte a TV não é muito diferente das americanas.

Dois terços de toda a programação contém algum tipo de violência. A maioria dos atos violentos não são punidos e, frequentemente, são acompanhados por humor. As consequências de sofrimento humano e perdas são raramente abordadas.

Não raro, infelizmente, o que ocorre é a glamorização da violência. É importante salientar que crianças até oito anos têm dificuldade de distinguir fantasia de realidade, tornando-as mais vulneráveis ao aprendizado da violência e de adotar como realidade a violência que elas vêem na TV.

Adolescentes que assistiam, quando crianças, programas com temas de adultos na TV, tornaram-se sexualmente ativos mais cedo que adolescentes da mesma idade que não assistiam estes programas. A incidência de gravidez na adolescência também foi maior. No último congresso da Associação Americana de Pediatria, em maio de 2009, foram apresentados resultados de um estudo demonstrando que, para cada hora por dia de média de programação para adultos, assistidos por crianças de 6 a 8 anos, a chance deste grupo ter relação sexual no início da adolescência (de 12 a 14 anos) aumentou 33%.

Quanto mais jovem, mais imaturo, maior é a influência da mídia. A mídia passa a ser “a” referência muito cedo. Este aprendizado fica arraigado, difícil de ser desfeito mais tarde. E, além disso, obscurece o aprendizado que vem mais tarde com os colegas e amigos, com a família e com normas sociais, diminuindo o impacto destes últimos.

Com respeito ao uso de álcool e cigarro, os estudos também são conclusivos. A visualização de cenas de fumo e de consumo de álcool em filmes são as principais causas de fumo e uso de álcool entre adolescentes.

Crianças que assistem mais TV começam a fumar mais cedo e a TV tem um efeito maior do que pais e colegas que fumam. Um estudo europeu com 3.000 adolescentes mostrou que a intensidade de exposição à mídia esta associada ao uso de álcool na adolescência.

Infelizmente os problemas não param por aqui.

Vários estudos internacionais, conduzidos por períodos de 25 a 30 anos, mostram que quanto mais a criança assiste TV, maior a possibilidade de tornar-se obesa. Existe uma associação significativa entre o número de horas despendidas defronte a TV, no período da infância de 6 a 11 anos, e obesidade 6 anos mais tarde.

Uma prova adicional do impacto da TV no desenvolvimento da obesidade é dada por alguns estudos nos quais a redução do tempo de TV causou diminuição de peso dos indivíduos com sobrepeso ou obesos. Ainda na área do comportamento alimentar, deve ser mencionada a contribuição da mídia para a formação da autoimagem do corpo dos adolescentes, que geralmente é difundida com padrões fora da média da população.

No que tange à performance escolar e ao desenvolvimento da linguagem, os resultados indicam que a exposição precoce à mídia (e precoce aqui significa que bebes são expostos à TV e DVD) apresentam atraso na linguagem. O excesso de mídia contribui para o baixo desempenho escolar e déficit de atenção.

Além disso, adolescentes que assistem a 3 horas ou mais de TV por dia têm mais risco de desenvolver problemas de sono quando adultos.

Todas estas evidências indicam que o excesso de mídia produz danos à saúde.

E então, o que fazer?

Todos estes dados se referem a excesso e inadequação de conteúdo. Os especialistas recomendam que a exposição à mídia não supere 2 horas por dia (e aqui estão contadas todas as mídias como TV, Internet, vídeo games).

 

Não permitir que crianças e adolescentes assistam programas inapropriados para suas idades.
A Academia Americana de Pediatria recomenda fortemente que crianças abaixo de 2 anos não sejam expostos à TV ou DVD.
Um dado que não foi mencionado é o de que crianças que assistem muita TV são de famílias cujos pais também assistem muito TV. O primeiro passo é se auto-disciplinar. Tendo sempre presente que o hábito dos pais tem muita influência sobre as crianças.

Apesar de todas as mazelas da TV aqui descritas, deve-se salientar que a TV possui um enorme potencial positivo que pode ser transferido para a saúde da população desta geração e das gerações futuras. Menos violência, maior responsabilidade sexual, menos uso de droga, cigarro e álcool nas programações certamente produzirão este impacto positivo.

SARAMPO.

O que é?

Doença infecciosa, altamente contagiosa, faz parte do grupo das doenças que se manifestam por alterações marcantes da pele, exantema eritematoso (pele avermelhada, com placas tendendo a se unirem) e com comprometimento de vários órgãos.

O sarampo é causado por um vírus chamado morbili vírus.

Como se transmite?

Os homens e os macacos são os únicos animais que abrigam naturalmente esse vírus.

Gotículas da respiração e mesmo o ar com o vírus ainda vivo são responsáveis pela disseminação da doença.

O período de contaminação se inicia 3 a 4 dias antes e vai até 4 a 5 dias após o surgimento das lesões da pele (rash cutâneo). O tempo que leva entre a contaminação e o aparecimento dos sintomas (período de incubação) é em média 2 semanas.

O que se sente?

Febre muito alta, tosse intensa, coriza, conjuntivite e exantema máculo-papular (pele com placas ásperas avermelhadas).

O exame interno da bochecha permite identificar pequenos pontos branco-amarelados (enantema de Koplick) que confirma o diagnóstico.

Como se faz o diagnóstico?

A história do paciente e o exame clínico permitem o diagnóstico na quase totalidade dos casos.

Em situações mais difíceis, a presença de anticorpos (reação do organismo para se defender desse vírus) no sangue é confirmatória da moléstia.

Como se trata?

Na imensa maioria das vezes o tratamento é voltado para diminuir os sintomas como febre e tosse, ou para combater alguma complicação quando antibióticos sao usados.

Casos muito especiais podem necessitar medicação do tipo gama globulina anti-sarampo, visando o próprio vírus ou o reforço da capacidade de defesa geral.

Prognóstico

O sarampo é certamente a mais grave das chamadas doenças comuns da infância: complicações graves e morte ocorrem em até 3/1000 casos.

Como se previne?

A vacina anti-sarampo, altamente eficaz, é aplicada:


12 meses - dose única
4-6 anos - 1º reforço
12 anos - 2º reforço

Pessoas não-vacinadas expostas podem se beneficiar da vacinação.

Mulheres grávidas ou que possam engravidar dentro de 90 dias não devem ser vacinadas.

Pacientes com leucemia, linfomas, HIV/SIDA e outros problemas sérios de imunidade devem ser avaliados individualmente.

 

Copyright © 2011-Todos os Direitos Reservados ♥ ENFERMAGEM PRESENTE ♥

  São José do Rio Preto-São Paulo-Brasil

ACESSEM O BLOGOBRIGADO PELA VISITA