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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Sem vacina ideal, aids deve se tornar uma doença crônica.


Desde a descoberta do HIV, em 1981, a aids vem sendo combatida em duas frentes: a criação de medicamentos antirretrovirais capazes de inibir a reprodução do vírus e o desenvolvimento de vacinas que possam prevenir e, quem sabe, curar a doença.

A primeira frente tem sido bem-sucedida, apesar das limitações naturais dessa forma de terapia. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que, em 2009, 33,3 milhões de pessoas ao redor do mundo viviam com o vírus HIV, e as mortes por aids, naquele ano, atingiram 1,8 milhão de portadores da doença — 1,1 milhão a menos que em 2000. No último dia 12 de outubro, um estudo publicado no periódico British Medical Journal revelou que a expectativa de vida entre pacientes ingleses com HIV, no período de 1996 a 2008, aumentou em 15 anos. O resultado positivo deve-se muito ao fato de os pacientes ingleses, assim como os brasileiros, terem amplo acesso aos antirretrovirais.

Na segunda frente, a das vacinas, sempre houve pouco o que comemorar. Ao longo do tempo, várias vacinas foram testadas. "Mas ou não funcionaram, ou protegeram muito pouco", afirma Esper Kallás, médico infectologista e coordenador do comitê de retroviroses da Sociedade Brasileira de Infectologia. A baixa proteção caracterizou os resultados da vacina RV 144, testada na Tailândia e cujos dados foram divulgados no final do ano de 2009. Após chegar à terceira fase de testes (o que tornou o estudo o mais extenso já feito), o estudo conseguiu proteger 26% dos voluntários de uma infecção, porcentagem considerada baixa.

"Não vale a pena investir em uma vacina que protege nessa proporção. Embora 26% de proteção pudesse ser capaz de ajudar a situação na África, por exemplo, ainda existem medidas preventivas muito mais eficazes, como a circuncisão", afirma o infectologista e professor da Escola Paulista de Medicina, Ricardo Shobbie Diaz. Em julho de 2011, um estudo apresentado em conferência internacional sobre a aids, em Roma, revelou que essa cirurgia pode diminuir o risco de infecção de HIV em até 76%.

Esperança renovada — Após a última decepção, quase dois anos se passaram até que a comunidade médica voltasse a vibrar com uma nova pesquisa sobre vacina. Em setembro deste ano, o Conselho Superior de Pesquisa Científica da Espanha (CSCI) anunciou os resultados promissores da primeira fase clínica de testes de uma nova vacina em estudo publicado nos periódicos Vaccine e Journal of Virology.

Diferentemente da vacina testada na Tailândia, estudada somente para a prevenção da aids, os testes espanhóis também buscam dar uma função terapêutica à vacina — ou seja, pretendem usá-la para curar a doença. Os testes, feitos em pacientes saudáveis, demonstraram que 90% dos voluntários, após receberem a vacina, tiveram uma resposta imunológica eficaz. O próximo passo, segundo os cientistas, será testar a substância em pacientes infectados pelo vírus. "Provavelmente essa vacina, se os estudos avançarem, passará a ser usada para fins terapêuticos, e não na prevenção", afirma Diaz.

Fonte: Veja Online

Comer muito rápido aumenta risco de diabetes tipo 2 em até 2,5 vezes.

Comer rápido pode aumentar em até 2,5 vezes o risco de uma pessoa desenvolver diabetes tipo 2, segundo pesquisa apresentada na última segunda-feira no Congresso Internacional de Endocrinologia, em Florença, Itália. A velocidade com que uma pessoa ingere os alimentos já foi associada a outros problemas de saúde, como a obesidade, mas essa é a primeira vez  que esse fator aparece diretamente relacionado ao desenvolvimento de uma doença.

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores da Universidade Lituânia de Ciências da Saúde compararam 234 pessoas que haviam sido diagnosticadas recentemente com diabetes tipo 2 com outros 468 indivíduos que não tinham a doença. Todos os participantes responderam a um questionário sobre fatores de risco para diabetes, hábitos alimentares e peso e medidas do corpo. A velocidade com que eles comiam também foi avaliada, e classificada em lenta, normal ou rápida.

Após ajustarem os resultados para outros fatores relacionados à diabetes, como histórico familiar, atividade física e tabagismo, os autores concluíram que aqueles que comiam mais rapidamente apresentaram 2,5 vezes mais chance terem diabetes tipo 2 do que as pessoas que demoravam mais para se alimentar. Os pesquisadores também entenderam que o hábito de comer mais rápido está associado a um maior índice de massa corporal (IMC) e a um menor nível de escolaridade.

“A prevalência de diabetes tipo 2 está aumentando globalmente e pode se tornar uma pandemia mundial. A doença parece envolver uma interação entre fatores genéticos e ambientais. É importante identificar quais são os fatores de risco modificáveis”, diz Lina Radzeviciene, uma das autoras do estudo. De acordo com a pesquisadora, sua equipe pretende realizar mais estudos que ajudem a compreender como outros hábitos alimentares e estilo de vida contribuem para a diabetes.


Fonte: Veja Online

sábado, 17 de março de 2012


Sinônimos de sofisticação, os cruzeiros marítimos são um dos principais sonhos de consumo do turista brasileiro. Nos grandes navios, capazes de transportar mais de 1 mil passageiros, também podem embarcar enormes problemas: as doenças.

Neste mês, o navio Balmoral, retido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no porto de Santos (SP) com 1.226 passageiros e 524 tripulantes no início de março, foi um exemplo dessa realidade pouco conhecida dos transatlânticos que cruzam a costa brasileira. Cinco casos de gripe e dois casos de diarreia em tripulantes e passageiros foram registrados no navio. Em fevereiro, uma tripulante do MSC Armonia passou mal e, após internação em Santos, acabou morrendo com diagnóstico de influenza B.

De acordo com o infectologista do ambulatório de medicina do viajante da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Gustavo Johanson, 42 anos, embarcações são ambientes muito propícios para a disseminação de patologias, especialmente respiratórias e aquelas transmitidas por objetos contaminados por manuseio. "Um caso clássico de infecção em navios é a de diarréias ocasionadas por norovírus, transmitido pelo manuseio dos objetos. Um caso destes é capaz de acabar com uma viagem", diz o médico.

Para evitar estas ameaças, a desinfecção de tudo o que é manuseado pela equipe de limpeza da tripulação deve ser constante, "como em um hospital". "As tripulações funcionam como comunidades fechadas, um um navio do tipo cruzeiro reúne um grande número de pessoas, às vezes 2 mil passageiros ou mais", diz Johanson.

De acordo com o médico, quanto mais pessoas no local reduzido, maior probabilidade de contaminação através de gotículas de saliva ou outras secreções durante o ato de falar, espirrar. Quanto mais pessoas em um menor espaço, maior a probabilidade de transmissão.

Além disso, doenças como meningite, sarampo, rubéola, e outras moléstias gastrointestinais têm a chamada "sazonalidade". Enquanto algumas doenças são mais frequentes no inverno, outras têm maior ocorrência no verão. Promovendo o encontro de pessoas de diversas nacionalidades, o cruzeiro "mistura" os casos dos picos de infecção, conforme o infectologista.

Procedimentos

Conforme a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar), companhias tomam as providências necessárias para prevenir surtos de doenças entre a tripulação. De acordo com a Abremar, a porcentagem de ocorrências relacionadas à saúde por turista transportado nos navios fica abaixo do registrado para quaisquer locais com grande circulação de pessoas, como metrôs, ônibus, aviões, hotéis, piscinas, praias e cidades.

De acordo com a Abremar, todos os navios possuem sistemas complexos de tratamento de água, lavam os alimentos com água filtrada e importam produtos primários, como macarrão. Carnes, verduras, frutas e laticínios são adquiridos no Brasil. O lixo, segundo a associação, passa por separação e vai para reciclagem. Há uma área especial, com maquinário, para o tratamento dos resíduos. O que sobra acaba compactado e entregue para empresas contratadas em terra firme. O lixo hospitalar vai para o depósito de embalagens especiais. Além disso, conforme a Abremar, todas as categorias de resíduos têm etiqueta de identificação: alimentos, vidro, porcelana, alumínio e plástico.

A associação aponta que os navios possuem estrutura de atendimento médico e ambulatório. Na suspeita de uma doença mais séria, o hóspede é encaminhado para um clínica quando o navio atraca no porto.

Conforme a Abremar, as operadoras enfrentam dificuldades para interpretar os regulamentos de saúde pública em cada um dos portos do litoral brasileiro. No ano passado, a associação se reuniu com a Anvisa e com representantes de companhias para discutir o desenvolvimento de um manual oficial para o saneamento de todos os navios de cruzeiro que circulam pela costa do País.

"Montamos e traduzimos um documento com mais de 70 páginas para que ambos os lados, governo e armadoras internacionais, pudessem chegar a um entendimento e, juntas, alinhar o discurso. Com isso, todos ganham: quem inspeciona, quem traz o navio e, principalmente, o turista", disse Ricardo Amaral, presidente da Abremar.

Inspeções

A Anvisa tem a responsabilidade de inspecionar todos os navios que entram no território brasileiro, desde a sua chegada até a saída. As embarcações são vistoriadas conforme o tempo de permanência do navio na costa do País. A avaliação leva em conta itens como abastecimento, tratamento e pontos de ofertas de água potável, recebimento, armazenamento, manipulação e exposição de alimentos e climatização. Além disso, aspectos como hospital de bordo, acondicionamento e tratamento de resíduos sólidos, alojamentos, piscinas, deck, spas e outros também passam por análises, segundo a Anvisa. Caso sejam constatados problemas, as punições podem chegar a multas entre R$ 2 mil e R$ 1,5 milhão - que pode ser dobrada em caso de reincidência - à interdição da embarcação.

Ao final de cada temporada, a agência publica um documento sobre a situação da higiene nos cruzeiros que passaram pelo Brasil. O relatório da temporada 2010/2011 divulgado em setembro de 2011 mostrou que quase um terço das embarcações que foram inspecionadas quando passaram pelo Brasil apresentaram irregularidades. Os problemas iam desde a água contaminada até o armazenamento inadequado dos alimentos.

Orientações

Para auxiliar na segurança dos passageiros de navios de cruzeiro, a Anvisa criou um hotsite com dicas de saúde para os viajantes. Na página da internet (www.anvisa.gov.br/hotsite/cruzeiros), os passageiros são orientados a fazer uma avaliação com um médico antes de embarcar, principalmente se forem portadores de doenças. A agência também alerta os viajantes que fazem uso de remédios para que levem os medicamentos em quantidade suficiente para toda a viagem.

Durante o cruzeiro, o guia recomenda que o passageiro esteja sempre atento àquilo que ingere, para impedir um problema comum em navios, a diarreia. Para isso, o viajante deve evitar consumir alimentos crus, gelo e água de procedência desconhecida, frutas com casca danificada e produtos vendidos por ambulantes.

Caso fique doente, o passageiro deve comunicar o fato à equipe de bordo. Eles tomarão as devidas providências e alertarão os serviços de saúde do local para onde o navio está se deslocando.
No mesmo site, os viajantes também podem conferir o resultado das inspeções realizadas nos navios que circulam pela costa brasileira. O relatório detalha o histórico das vistorias e o índice de segurança que a embarcação oferece.



Fonte: Terra


Sinônimos de sofisticação, os cruzeiros marítimos são um dos principais sonhos de consumo do turista brasileiro. Nos grandes navios, capazes de transportar mais de 1 mil passageiros, também podem embarcar enormes problemas: as doenças.

Neste mês, o navio Balmoral, retido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no porto de Santos (SP) com 1.226 passageiros e 524 tripulantes no início de março, foi um exemplo dessa realidade pouco conhecida dos transatlânticos que cruzam a costa brasileira. Cinco casos de gripe e dois casos de diarreia em tripulantes e passageiros foram registrados no navio. Em fevereiro, uma tripulante do MSC Armonia passou mal e, após internação em Santos, acabou morrendo com diagnóstico de influenza B.

De acordo com o infectologista do ambulatório de medicina do viajante da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Gustavo Johanson, 42 anos, embarcações são ambientes muito propícios para a disseminação de patologias, especialmente respiratórias e aquelas transmitidas por objetos contaminados por manuseio. "Um caso clássico de infecção em navios é a de diarréias ocasionadas por norovírus, transmitido pelo manuseio dos objetos. Um caso destes é capaz de acabar com uma viagem", diz o médico.

Para evitar estas ameaças, a desinfecção de tudo o que é manuseado pela equipe de limpeza da tripulação deve ser constante, "como em um hospital". "As tripulações funcionam como comunidades fechadas, um um navio do tipo cruzeiro reúne um grande número de pessoas, às vezes 2 mil passageiros ou mais", diz Johanson.

De acordo com o médico, quanto mais pessoas no local reduzido, maior probabilidade de contaminação através de gotículas de saliva ou outras secreções durante o ato de falar, espirrar. Quanto mais pessoas em um menor espaço, maior a probabilidade de transmissão.

Além disso, doenças como meningite, sarampo, rubéola, e outras moléstias gastrointestinais têm a chamada "sazonalidade". Enquanto algumas doenças são mais frequentes no inverno, outras têm maior ocorrência no verão. Promovendo o encontro de pessoas de diversas nacionalidades, o cruzeiro "mistura" os casos dos picos de infecção, conforme o infectologista.

Procedimentos

Conforme a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar), companhias tomam as providências necessárias para prevenir surtos de doenças entre a tripulação. De acordo com a Abremar, a porcentagem de ocorrências relacionadas à saúde por turista transportado nos navios fica abaixo do registrado para quaisquer locais com grande circulação de pessoas, como metrôs, ônibus, aviões, hotéis, piscinas, praias e cidades.

De acordo com a Abremar, todos os navios possuem sistemas complexos de tratamento de água, lavam os alimentos com água filtrada e importam produtos primários, como macarrão. Carnes, verduras, frutas e laticínios são adquiridos no Brasil. O lixo, segundo a associação, passa por separação e vai para reciclagem. Há uma área especial, com maquinário, para o tratamento dos resíduos. O que sobra acaba compactado e entregue para empresas contratadas em terra firme. O lixo hospitalar vai para o depósito de embalagens especiais. Além disso, conforme a Abremar, todas as categorias de resíduos têm etiqueta de identificação: alimentos, vidro, porcelana, alumínio e plástico.

A associação aponta que os navios possuem estrutura de atendimento médico e ambulatório. Na suspeita de uma doença mais séria, o hóspede é encaminhado para um clínica quando o navio atraca no porto.

Conforme a Abremar, as operadoras enfrentam dificuldades para interpretar os regulamentos de saúde pública em cada um dos portos do litoral brasileiro. No ano passado, a associação se reuniu com a Anvisa e com representantes de companhias para discutir o desenvolvimento de um manual oficial para o saneamento de todos os navios de cruzeiro que circulam pela costa do País.

"Montamos e traduzimos um documento com mais de 70 páginas para que ambos os lados, governo e armadoras internacionais, pudessem chegar a um entendimento e, juntas, alinhar o discurso. Com isso, todos ganham: quem inspeciona, quem traz o navio e, principalmente, o turista", disse Ricardo Amaral, presidente da Abremar.

Inspeções

A Anvisa tem a responsabilidade de inspecionar todos os navios que entram no território brasileiro, desde a sua chegada até a saída. As embarcações são vistoriadas conforme o tempo de permanência do navio na costa do País. A avaliação leva em conta itens como abastecimento, tratamento e pontos de ofertas de água potável, recebimento, armazenamento, manipulação e exposição de alimentos e climatização. Além disso, aspectos como hospital de bordo, acondicionamento e tratamento de resíduos sólidos, alojamentos, piscinas, deck, spas e outros também passam por análises, segundo a Anvisa. Caso sejam constatados problemas, as punições podem chegar a multas entre R$ 2 mil e R$ 1,5 milhão - que pode ser dobrada em caso de reincidência - à interdição da embarcação.

Ao final de cada temporada, a agência publica um documento sobre a situação da higiene nos cruzeiros que passaram pelo Brasil. O relatório da temporada 2010/2011 divulgado em setembro de 2011 mostrou que quase um terço das embarcações que foram inspecionadas quando passaram pelo Brasil apresentaram irregularidades. Os problemas iam desde a água contaminada até o armazenamento inadequado dos alimentos.

Orientações

Para auxiliar na segurança dos passageiros de navios de cruzeiro, a Anvisa criou um hotsite com dicas de saúde para os viajantes. Na página da internet (www.anvisa.gov.br/hotsite/cruzeiros), os passageiros são orientados a fazer uma avaliação com um médico antes de embarcar, principalmente se forem portadores de doenças. A agência também alerta os viajantes que fazem uso de remédios para que levem os medicamentos em quantidade suficiente para toda a viagem.

Durante o cruzeiro, o guia recomenda que o passageiro esteja sempre atento àquilo que ingere, para impedir um problema comum em navios, a diarreia. Para isso, o viajante deve evitar consumir alimentos crus, gelo e água de procedência desconhecida, frutas com casca danificada e produtos vendidos por ambulantes.

Caso fique doente, o passageiro deve comunicar o fato à equipe de bordo. Eles tomarão as devidas providências e alertarão os serviços de saúde do local para onde o navio está se deslocando.
No mesmo site, os viajantes também podem conferir o resultado das inspeções realizadas nos navios que circulam pela costa brasileira. O relatório detalha o histórico das vistorias e o índice de segurança que a embarcação oferece.



Fonte: Terra

Lancheira saudável melhora o rendimento escolar.


Você sabia que o alimento que seu filho carrega na lancheira pode influenciar no desempenho escolar? Por isso, preparar o lanche das crianças é algo que merece atenção. Além de uma alimentação adequada às suas necessidades, é a partir do que carregam na lancheira que as crianças criam hábitos saudáveis e os levam para a vida adulta. Excluir do lanche frituras e massas folhadas, que possuem sobrecarga de gordura trans, e reduzir o excesso de doces e açúcares estão entre as primeiras recomendações da nutricionista Fávia Pinto César, de Rio Preto, que também é coach de saúde e vitalidade.

“Um bolo recheado, por exemplo, com muito açúcar, dá uma energia imediata, mas depois irá gerar fadiga e sonolência, atrapalhando o aprendizado”, explica a especialista. Efeito parecido é o do refrigerante, que além da alta concentração de açúcar e sódio, contém gás e provoca distensão estomacal. “O resultado é diminuição do foco e distração da criança em sala de aula”, explica a nutricionista funcional Sandra Reis. Flávia observa que o importante é que o lanche seja rico em nutrientes, como vitaminas, minerais, fibras, carboidratos complexos, gorduras saudáveis e proteínas magras. Tudo isso para a formação e o desenvolvimento saudável da criança.

Na prática, um bolo recheado com cobertura deve ser substituído por um bolo simples e de preferência caseiro, como de fubá, laranja e cenoura. Os biscoitos recheados, pelos sem recheio, como os de maisena, água e sal, aveia, e cookies integrais. Já os refrigerantes, devem ser trocados por sucos, exceto pelos artificiais (em pó). Uma alternativa prática são os sucos de caixinha. Frutas vão no lugar de balas e outras guloseimas.

“Os pais devem entender que nessa fase se formam os hábitos alimentares, e o que aprenderem em termos de educação e comportamento alimentar, as crianças levarão para o resto de suas vidas. Então, não basta a escola ensinar, é preciso dar exemplo”, explica Flávia. A nutricionista Sandra Reis fala que, na lancheira, o ideal é sempre dar preferência ao suco natural, seguido da polpa congelada, e por último, o de caixinha. “Se a criança estuda de manhã, uma dica é colocar o suco no congelador na noite anterior. No dia seguinte, ele vai descongelar e manter a temperatura até a hora do recreio.”

Outros alimentos que ela aconselha banir do lanche é a gelatina, pelo excesso de corantes e salgadinhos tipo chips, pela quantidade de sódio. “Além disso, todos os alimentos com corante amarelo, o chamado amarelo crepúsculo, devem ficar de fora. Há estudos que relacionam a ingestão deles com a hiperatividade infantil.” Um exemplo nesse caso são os refrigerantes com sabor laranja.

Combinações

Na hora de preparar a lancheira, a recomendação é que os pais combinem iogurtes, queijos, leite (fontes de proteínas e cálcio), com bolos, biscoito, pães (carboidratos), e frutas em pedaços ou secas, e sucos (fontes de vitaminas e sais minerais). Se a criança levar algum alimento que necessita de refrigeração, a dica é colocar placas de gelo na lancheira.

Sandra alerta também que é preciso ter muito cuidado com os frios, como presunto e queijos. “Se for mandar à escola, deve ser o mais fresco possível, e atenção à data de validade.” O ideal, diz ela, é que as lancheiras sejam térmicas. Outra dica para os pais que costumam mandar salada de frutas, é acrescentar caldo de limão para evitar o escurecimento delas.

 Refrigerante? Salgadinho? Não, é claro

Depois de fazer redução de estômago e passar por reeducação alimentar, há dois anos, a auxiliar de escritório Michele Palomino Velho Sandanielo, 31, se dedica à alimentação da filha, Larissa, 6 anos, para que desde cedo ela tenha hábitos saudáveis. “Não quero que ela passe pelo que eu passei e procuro passar para ela uma coisa bem diferente da que eu vivi”, diz.

A lancheira da menina segue à risca o que é orientado pela escola. No lugar de refrigerante e salgadinhos, a mãe coloca itens como queijo branco, sucos, frutas, pães. “Procuro diversificar e também alternar para que ela não enjoe.” O mesmo faz a servidora pública municipal Daniela Gravalo, 34, mãe de Lucas, 7, e Lorena, 2. “É uma tarefa difícil. Meus filhos, por exemplo, não gostam de biscoito. Aí mando às vezes milho cozido, iogurtem cenoura, que eles gostam de comer com sal.”

As crianças estudam no colégio Cata-Vento, onde é feito um trabalho de educação alimentar. Lá é proibido levar na lancheira refrigerante, salgadinhos, balas e chicletes, chocolates e doces em geral. Adriana Costa Vitorasso, diretora, explica que uma engenheira de alimentos preparou uma sugestão de cardápio para cada dia da semana, que serve de orientação para os pais.

Christina Rudge Leite, 40, jornalista, procurou a ajuda de uma profissional para orientá-la com o lanche dos filhos, Catarina, 6, e Luiz Felipe, 4. “Busquei orientações sobre o que é melhor para a alimentação das crianças, e o que posso adaptar.” Ela conta que faz uma programação semanal para o lanche que eles levam à escola, variando sempre o cardápio. Na lancheira, a prioridade é por pães e biscoitos integrais, por exemplo.

Onde estudam, um dia da semana é livre para os alunos escolherem o lanche que quiserem na cantina, mas, mesmo assim, Christina fala que os orienta a evitar frituras e refrigerante. A nutricionista Flávia Pinto César aconselha os pais a estimularem os pequenos a participar da preparação do lanche e outras refeições, além de irem junto ao supermercado. O objetivo é que aprendam desde cedo a conhecer os alimentos e saibam fazer escolhas saudáveis.


Sugestões para o lanche


:: Um alimento fonte de proteínas e cálcio, como leite, iogurtes e queijos

:: Um alimento fonte de carboidratos, como pães, biscoitos, torradas (os três, de preferência integrais), bolos simples, granola, mel, geleia de frutas, achocolatados

:: Um alimento fonte de vitaminas e sais minerais, como frutas em pedaços, secas ou em forma de sucos, legumes (ralados ou fatiados e adicionados ao sanduíche, por exemplo)

domingo, 6 de novembro de 2011

SÍNDROME DE PRADER-WLLI.




Síndrome de Prader-Willi




A síndrome de Prader-Willi é uma doença genética que afeta o desenvolvimento da criança, resultando em obesidade, estatura reduzida e baixo tônus muscular (hipotonia). Os portadores apresentam dificuldades de aprendizagem e problemas comportamentais, entre eles depressão, episódios de violência, mudanças repentinas de humor, impulsividade, agitação e obsessões por determinadas idéias ou atividades. Descrito pela primeira vez em 1956, o distúrbio é considerado hoje a principal causa de obesidade com origem genética.

Características clínicas
Durante o período neonatal e a primeira infância, a enfermidade caracteriza-se por diferentes graus de hipotonia. Bebês com a síndrome de Prader-Willi apresentam baixo índice de vitalidade (freqüência cardíaca baixa, respiração fraca ou irregular, movimentos lentos etc), dificuldade de sugar, baixa temperatura corporal (hipotermia) e choro fraco. Além disso, são pouco ativos e dormem a maior parte do tempo. Uma vez diagnosticada a doença, a criança pode ser alimentada por meio de sonda gástrica durante vários meses, até que seu controle muscular melhore.
O enfraquecimento do tônus muscular, entretanto, não é progressivo e começa a estabilizar-se por volta dos 8 aos 11 meses de idade. A criança fica mais alerta, seu apetite aumenta e ela ganha peso. A obesidade surge, aproximadamente, entre 1 e 6 anos de idade, o que pode representar um marco para o início da segunda fase da doença.
Nesta etapa, o portador da síndrome de Prader-Willi apresenta atraso no desenvolvimento neuromotor (demora para começar a sentar, engatinhar e caminhar), dificuldade na articulação de palavras, problemas de aprendizagem, constante sensação de fome e interesse por comida (hiperfagia), obesidade, inatividade e diminuição da sensibilidade à dor. As características físicas são baixa estatura, mãos e pés pequenos, pele mais clara que os pais, boca pequena com o lábio superior fino e inclinado para baixo nos cantos da boca, fronte estreita, olhos amendoados e estrabismo.
Algumas crianças de 3 a 5 anos podem desenvolver problemas de personalidade, como depressão, violência, alterações repentinas de humor, pouca interação com outras pessoas, imaturidade, comportamento social impróprio, irritabilidade, teimosia, hábito de mentir, desobediência ou falta de cooperação, impulsividade, agitação, choro sem razão, rejeição à mudanças na rotina e obsessão por alguma idéia ou atividade. Por outro lado, costumam apresentam grande habilidade para montar quebra-cabeças.

Incidência e causas
A incidência da síndrome de Prader-Willi é de aproximadamente um caso em cada 10 mil a 30 mil nascimentos. A doença é geralmente esporádica: poucos são os casos relatados de ocorrência entre membros da mesma família. Entretanto, é importante investigar o mecanismo genético que originou a síndrome, já que o risco de recorrência do distúrbio varia de 1% a 50%.
A doença tem origem genética. Da mesma forma que na síndrome de Angelman, os portadores apresentam ausência de determinada região do cromossomo 15. Na síndrome de Prader-Willi, porém, a parte ausente é de origem paterna, e não materna, como ocorre na de Angelman. Como resultado, o indivíduo não apresenta a expressão de uma informação genética transmitida pelo pai.
O diagnóstico é feito por meio do teste genético, capaz de identificar a ausência da contribuição paterna no cromossomo 15. As técnicas atuais permitem detectar 99% dos casos. Estudos mostram que essa avaliação é bastante eficaz para o diagnóstico precoce em recém-nascidos com hipotonia. Além disso, o exame é útil para diferenciar a síndrome de outras doenças em que crianças e adolescentes apresentam retardo mental e obesidade.

Diagnóstico precoce
É importante detectar o distúrbio precocemente, para que os pais tenham a oportunidade de oferecer às crianças dietas apropriadas e estimular nelas hábitos adequados de alimentação e atividade física. Dessa forma, é possível evitar problemas relacionados à obesidade, como diabetes, hipertensão e dificuldades respiratórias, que são as principais causas de morte dos portadores da síndrome na adolescência. Além disso, o diagnóstico precoce permite que a criança tenha acesso antecipado à ajuda de profissionais, como pedagogos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos.
Na adolescência, o cuidado com a alimentação pode fugir ao controle da família. Os pacientes costumam usar sua perspicácia para conseguir comida e tornam-se agressivos quando o alimento lhes é negado. O portador e seus familiares precisam de suporte psicológico, que deve ser iniciado na infância e continuar até a vida adulta do indivíduo. Nesta fase, o maior problema passa a ser o controle de peso e de comportamento do paciente, que pode apresentar períodos de irritabilidade e até surtos psicóticos.
Geralmente, a identificação da síndrome ocorre somente após a manifestação da obesidade. Para que possa ser oferecida uma melhor qualidade de vida aos portadores, sugere-se que o teste genético seja requisitado em recém-nascidos e lactentes com hipotonia e dificuldade de sucção e algumas das características referentes à aparência física (fenotípicas) do distúrbio. Dessa maneira, pode-se conseguir o diagnóstico precoce e evitar métodos de investigação clínica mais invasivos e de difícil interpretação, como a eletroneuromiografia e a biópsia muscular.
Além disso, muitos efeitos indesejáveis dos sintomas da doença podem ser amenizados com o diagnóstico correto, que proporciona a chance de intervenções terapêuticas e educacionais. O conhecimento da família sobre a síndrome permite a busca de um espaço inclusivo, seguro, assistido e estimulador para o paciente se desenvolver e de um acompanhamento de saúde e educação adequados.

Lula encerra primeira etapa de tratamento contra o câncer.

Lula encerra primeira etapa de tratamento contra o câncer.

O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, encerrou nesse sábado (6) a primeira etapa da quimioterapia contra o câncer na laringe. Segundo a assessoria do hospital Sírio-Libanês, uma equipe médica foi até a residência de Lula, em São Bernardo do Campo, e retirou a bolsa de infusão, que injetava por meio de um cateter os medicamentos quimioterápicos. Lula passa bem, segundo os médicos.

A primeira aplicação de quimioterapia foi iniciada no hospital no último dia 1º e o tratamento continuou a ser feito no restante dos dias pela bolsa de infusão. Lula deverá voltar ao hospital para o próximo ciclo de tratamento em cerca de 17 dias.

O ex-presidente foi diagnosticado no último dia 29 de outubro com um tumor de aproximadamente três centímetros na laringe. Segundo os médicos, a doença está em uma fase de desenvolvimento classificada como T2 e ainda não atingiu as cordas vocais. O resultado da biópsia  indicou que o tumor tem agressividade média. Lula deve passar por três sessões de quimioterapia até o fim do ano e por uma sessão de radioterapia no início de 2012.

sábado, 5 de novembro de 2011

SEU BEBÊ DORME BEM? CONFIRA DICAS PARA FAZER SEU BEBÊ DORMIR BEM.

Os bebês precisam de uma rotina e de um ritual para pegar no sono. Você está com dificuldades para fazer seu filho dormir?
Segundo os especialistas, os pais devem ensinar as crianças a dormir desde bebês. É necessário ter muita disciplina, mas um simples ritual de dar um beijo de boa noite, todos os dias, antes de dormir, significa que é hora de descansar.
Horário certo para dormir
As crianças devem ser colocadas para dormir sempre no horário ideal para cada idade. Até os dois anos de vida, o melhor horário é por volta das oito da noite. Após o terceiro ano, pode dormir um pouco mais tarde, às nove da noite.
Para os filhos adormecerem, os pais devem ficar ao lado do bercinho ou da cama, por volta de 30 minutos. Faça atividades para relaxar como ler um livro, contar uma história ou ouvir uma música. Ao final desse período coloque o amiguinho de pelúcia ao lado e finalize com uma despedida. Para que tudo saia bem, deixe o quarto bem arrumado e arejado. As paredes devem ter tons neutros, como o azul ou verde. E a luz deve ser baixa.
Histórias
Neste vídeo você vai conhecer a história de Miguel, de dois anos de idade. Ele corre pra lá, corre pra cá e não para um minuto. Gasta muita energia durante o dia. O problema é na hora de dormir. A mãe bem que tenta, ele fecha o olhinho, mas é difícil emendar uma boa noite de sono. Já a bebê Catarina tem apenas cinco meses de vida e já dá trabalho para a mamãe Karen. A pequenina costuma agitar muito e dormir muito pouco!

Previna-se contra a desidratação e enfrente o calor com mais ânimo.

Hidrate seu verãoA cerveja gelada é um antídoto natural contra o calor. Na praia, aparece como uma das primeiras opções na hora de refrescar a garganta. Pouca gente sabe, no entanto, que o álcool é gatilho certo para a desidratação. "Ela ocorre quando há perda aguda de água e de sais minerais do organismo, especialmente nas diarréias e nos vômitos", explica a nutricionista do MinhaVida, Karina Gallerani.

O problema pode surgir em vários graus, todos eles bastante perigosos para a saúde. "Os sinais de desidratação variam conforme sua intensidade. Sintomas como aumento da sede, irritabilidade, diminuição do volume de urina, perda de elasticidade da pele e olhos fundos precisam ser identificados o mais breve possível. Nos casos mais graves, o quadro pode ter crises de torpor, pressão baixa e ausência de urina", afirma a especialista. "O excesso de exposição ao sol também pode provocar desidratação, além dequeimaduras e, em longo prazo, câncer de pele".

O álcool provoca desidratação ao inibir a secreção do ADH, o hormônio antidiurético liberado para barrar a saída de água (do sangue para a bexiga). Por isso, quando você bebe, a água continua sendo descartada (mesmo que haja uma baixa quantidade de líquidos no sangue). "Além disso, o álcool não combina com o verão porque tem muitas calorias. O pior disso é que são calorias vazias, ou seja, que não trazem nenhum benefício ao organismo", afirma Karina.

As bebidas alcoólicas possuem baixo poder nutritivo e não fornecem nenhuma das substâncias requeridas para o bom funcionamento do organismo, como proteínas, vitaminas ou outros nutrientes. Outro problema que surge com a bebedeira é a hipoglicemia (baixa taxa de glicose, ou de açúcar, no sangue).

Em uma situação normal, quando seu nível de glicose cai muito, o fígado repõe a substância transformando o carboidrato estocado no organismo (glicogênio) em glicose, e evita a hipoglicemia. Mas não é isso que acontece quando o álcool também está presente no organismo. "Quando o álcool entra no sistema digestivo esse processo é prejudicado, porque o fígado fica ocupado em eliminar a bebida, considerada tóxica pelo corpo. Ou seja, o fígado não produzirá glicose até que termine de expelir a última gota de álcool do sangue. Então o órgão que deveria viabilizar energia para o organismo estará ocupado em metabolizar o etanol", diz Karina.

E o problema fica ainda maior se você estiver fazendo algum tipo de exercício físico. "Nesse caso, o corpo perde ainda mais água e sais pelo suor. Isso, associado ao consumo de álcool, pode resultar em uma desidratação grave". Mas para evitar problemas e curtir a estação mais quente e divertida do ano, não precisa abrir mão da sua latinha. O consumo com moderação e intercalado com água e sucos está liberado "A melhor forma de lidar com a desidratação não é tratando dela, mas prevenindo o seu aparecimento". Veja abaixo as dicas dela para, literalmente, prevenir a dor de cabeça.

Hidrate seu verão

Dicas
1 - Lembre-se de beber água. Muitas pessoas simplesmente passam grandes períodos sem tomar sequer um gole do líquido. Isso deve ser evitado. O ideal é que se tome pelo menos um copo de água a cada hora.

2 - Se for praticar atividade física, fique atento à necessidade de tomar ainda mais água.

3 - Em dias quentes, a exposição ao calor faz com percamos mais água que o normal, e por isso é importante também tomar uma dose extra de água.

4 - Observe sua urina. Quando a urina adquire uma tonalidade muito escura, é sinal que o organismo está economizando água, provavelmente porque as reservas estão diminuindo. Beba água até que a sua urina adquira uma tonalidade clara, e procure manter sempre essa cor.

5 - Consuma alimentos ricos em água. A comida é também uma fonte importante de líquidos, já que muitos alimentos possuem água na sua composição. Frutas e verduras são boas fontes. Além de ajudarem na hidratação, esses alimentos costumam ser menos calóricos que os demais, colaborando para manutenção do regime e da boa forma.

6- Se sentir sede, não hesite: corra e beba um copo de água. A sede já é o sinal mais importante de que o organismo está precisando muito da água. Não engane o seu corpo.

Veja alimentos que ajudam a aumentar a concentração.

É importante consumir alimentos que contenham carboidratos complexos e proteínas para ter mais concentração .É importante consumir alimentos que contenham carboidratos complexos e proteínas para ter mais concentração.

Se a rotina já pede que a atenção seja mantida durante longas horas diárias, o fim do ano pode trazer pressões extras, como bater metas nas empresas, estudar para passar de ano ou em provas para faculdades, além da ansiedade para cumprir os compromissos sociais que aumentam muito nesta época. Pois a alimentação pode ser aliada nesse processo. Segundo o site australiano Body and Soul, é importante consumir alimentos que contenham carboidratos complexos e proteínas. Veja as sugestões:

Carboidratos são importantes, pois são transformados em açúcar que dão energia ao corpo. Assim, o corpo ganha disposição e o cérebro, concentração. Tais carboidratos são ricos em fibras, que se transformam em glicose lentamente, em vez dos refinados que lançam uma verdadeira bomba de energia no corpo de uma só vez e depois normalmente dão a sensação de falta de forçar. Invista em pães integrais, assim como bolachas e massas, arroz integral, quinoa e aveia.

Todas as refeições, incluindo ao lanchinhos, devem conter alguma fonte de proteína, cuja digestão é mais lenta e mantém a sensação de satisfação por mais tempo. As principais fontes são legumes, nozes, sementes, ovos, iogurte, carnes (peixe, aves e bovina) e tofu.

Evite lanches cheios de açúcar e prefira os que irão manter os níveis de açúcar estáveis. O desejo por doces normalmente acontece quando esses níveis caem muito no sangue e o corpo pede uma solução rápida, que também pode ser compensada com alimentos com altas doses de cafeína. Não caia nessa armadilha.

Apesar de ser conhecido como poderoso estimulante, não faça do café sua bebida companheira do dia. Opte por chás, de preferência os de ervas sem a substância, ou procure opções de café sem cafeína.

Sob orientação médica, também é possível tomar suplementos de vitaminas B e de magnésio que ajudam o sistema nervoso em momentos de estresse. Legumes, nozes, sementes e grãos integrais também são boas fontes de vitamina B.

Suplementos de ômega-3 também podem ser recomendados pelo médico, pois ajudam a manter a concentração. Entre os alimentos, as boas fontes são salmão e outros peixes, chia e óleos.

Veja 6 fatos que podem "bloquear" a perda de peso.

Um estudo de 2010 no Journal of Clinical Nutrition descobriu que a adição de estímulos durante as refeições aumenta não só a porção dos alimentos,  .... Foto: Getty Images

Um estudo de 2010 no Journal of Clinical Nutrition descobriu que a adição de estímulos durante as refeições aumenta não só a porção dos alimentos, mas o consumo de calorias aumenta também.

Você sente que fez tudo o que pode para perder peso, mas quando se pesa na balança, nada mudou? Existe a possibilidade de você não estar fazendo a coisa certa. Muitas pessoas ficam surpresas ao saberem que escolhas aparentemente insignificantes podem afetar negativamente o objetivo de emagrecer. O site Huffington Post lista seis fatores que podem impedir a perda de peso. Confira.

Subir e descer escadas
Ao invés de escolher a escada quando precisa subir ou descer poucos andares, você escolhe o elevador? Saiba que a escolha da escada pode não parecer que faz muita diferença em sua vida diária. O fato é que faz. Um lance de escada queima, em média, 15 calorias. Se você pegar as escadas no trabalho, no shopping ou em sua casa, você poderia queimar em média até 225 calorias.

Refrigerante diet
Não ter calorias não significa que não haverá ganho de peso, certo? Esta é a popular linha de raciocínio para os bebedores de refrigerantes diet. Infelizmente, a pesquisa atual indica uma possível ligação entre consumo de edulcorantes artificiais e ganho de peso. Um estudo publicado na revista Diabetes Care constatou que o consumo diário de refrigerantes diet foi associado com um risco 36% maior relativo ao desenvolvimento da síndrome metabólica e 67% maior de risco relativo para desenvolver diabetes tipo 2 em comparação com o não-consumo. Além disso, a constante presença de adoçantes artificiais na dieta significa que você não faz uma ruptura do seu paladar com o sabor doce.

Comer em frente à tevê
A sensação, cheiro e satisfação dos alimentos são um dos prazeres principais da vida. Você pode perder essas se você comer as suas refeições e lanches em frente à televisão ou ao computador. Um estudo de 2010 no Journal of Clinical Nutrition descobriu que a adição de estímulos durante as refeições aumenta não só a porção dos alimentos, mas o consumo de calorias aumenta também.

Amigos
Você já teve um amigo que sabe que você está tentando perder peso e comer saudável, mas ainda te convida para comer alimentos tentadores com alto teor calórico. Saiba que o apoio é crucial quando se trata de perda de peso bem sucedida e manutenção. O que você realmente precisa é de um amigo solidário que você pode confiar em nos bons e maus momentos, alguém que vai cumprimentá-la quando você perder peso.

Dieta só durante a semana
A perda de peso é uma questão de números, se você consumir menos calorias do que gasta, vai emagrecer. As funções diárias para mantê-la viva requerem calorias e quando você não fornece a energia suficiente, seu corpo fica mais lento. Quando a ingestão de calorias cai para níveis muito baixos, o nosso corpo se move em modo de fome. Este modo de fome provoca um menor metabolismo, menos calorias são queimadas e a perda de peso para. Se você escolhe dar uma folga nos fins de semana e come mais, o seu metabolismo continuará mais lento e você ganhará peso.

Dormir pouco
O sono é importante para o funcionamento do corpo e para o seu peso também. Algumas pesquisas indicam que a falta de sono altera os hormônios digestivos que são responsáveis pela fome e saciedade. A falta de sono pode significar uma perda de controle da necessidade de alimentos no dia seguinte e um desejo maior de doces, gorduras e carboidratos.

Estudo: nozes controlam a fome e combatem gordura da barriga.

O alimento combate a fome e ajuda a reduzir a gordura abdominal. Foto: Getty Images

Para quem gosta de saborear noz, amêndoa e avelã, uma boa notícia: um punhado por dia pode manter a fome sob controle e combater a temida gordura abdominal. A constatação é de um estudo da Universidade de Barcelona, na Espanha, divulgado pelo jornal Daily Mail.

O levantamento apontou pela primeira vez uma ligação entre as iguarias e aumento do nível de serotonina, uma substância que regula o apetite e o humor, além de melhorar a saúde do coração.

Os cientistas analisaram 42 pacientes com síndrome metabólica (caracterizada por excesso de gordura abdominal, açúcar elevado no sangue e pressão arterial alta). Forneceram a 22 deles uma dieta enriquecida com 30g de sementes oleaginosas por 12 semanas. Os voluntários restantes não as saborearam. Os que consumiram o produto apresentam níveis mais elevados de serotonina, avaliados por meio de exame de urina.

Portanto, os alimentos seriam aliados ao combate ao ato de comer compulsivamente e ajudariam a manter a forma. Os resultados contradizem o "equívoco" comum de excluir essas delícias da alimentação para reduzir a ingestão calórica. A publicação Journal of Proteome Research apresentou esses dados.

Lipo sem exercícios pode ser perigosa, diz estudo.

A falta de atividades após a cirurgia pode causar aumento da gordura visceral. Foto: Getty ImagesFazer lipoaspiração sem praticar exercícios regulares no pós operatório pode causar aumento da gordura visceral, localizada na região entre os órgãos. Esta gordura aumenta o risco de complicações cardiovasculares, de acordo com um estudo da Escola de Educação Física e Esporte da USP. As informações Agência USP.

Foram recrutadas 36 mulheres, com Índice de Massa Corporal (IMC) abaixo de 30 para fazer lipoaspiração na região abdominal. O grupo foi dividido em "mulheres treinadas" e "mulheres sedentárias". Dois meses depois da cirurgia, o primeiro foi submetido à uma série de exercícios de força e aeróbicos, por três vezes semanais, durante quatro meses e o segundo permaneceu sem fazer atividades regulares.

As mulheres sedentárias ganharam 10% de gordura visceral. Já no grupo de mulheres treinadas, não houve aumento da gordura visceral. Uma possível explicação é o fato deste tipo de gordura ser metabolicamente ativa e mais responsivo ao aumento das concentrações de adrenalina que ocorrem durante o exercício físico. Além disso, as atividades preservaram o gasto energético das mulheres treinadas.

O peso foi recuperado em ambos os grupos. No caso das mulheres sedentárias, o peso retornou possivelmente pelo novo ganho de massa gorda. A retirada de massa gorda ocasiona, ainda, a queda nos níveis do hormônio adiponectina, que tem efeito benéfico no corpo. Ele regula a sensibilidade da insulina que, quando alterada, pode gerar uma série de consequências danosas para o corpo, dentre elas a mais conhecida é a diabetes.

Carne bem passada aumenta risco de câncer significativamente.

Enzima do organismo transformaria carne bem passada em substância cancerígena.

Antes de ir à churrascaria e pedir para a carne vir bem passada, é melhor pensar duas vezes. Afinal, cientistas o Instituto Norueguês de Saúde Pública descobriram que o risco de desenvolver câncer ao ingerir carnes bem passadas ou muito cozidas é maior do que o imaginado, devido às mutações genéticas que surgem na superfície do alimento devido ao calor.

Experimentos mostraram que os humanos possuem enzimas chamadas sulfotransferases (sult) em diversas partes do corpo que transformam os alimentos em substâncias menos danosas, mas também modificam substâncias pouco nocivas em cancerígenas. Em testes com ratos, descobriu-se que o risco de desenvolver tumores intestinais ao ingerir carne bem passada aumento de 31 para 80%.

Incontinência urinária atinge dez milhões no Brasil, a maioria mulheres.

Dez milhões de brasileiros, ou 5% da população, sofrem de incontinência urinária, quando aquela vontade incontrolável de fazer xixi literalmente não consegue ser controlada.

Mulheres, crianças e idosos sofrem mais com o problema, que pode ser prevenido e tratado com exercícios ou cirurgia, nos casos mais graves.

Para falar sobre as causas, como evitar e cuidar desse incômodo, o Bem Estar desta sexta-feira (4) contou com a participação do urologista Fernando Almeida, do ginecologista José Bento e da fisioterapeuta Débora Pádua, especialista em uroginecologia e autora do livro "Prazer em conhecer".

ENFERMAGEM PRESENTE
 

A bexiga é um órgão elástico, que pode ser enchido e esvaziado. Na maioria das pessoas, há um completo controle sobre esse armazenamento e esvaziamento, o que não ocorre na incontinência.

Perder xixi não é normal. Se isso começar a acontecer com frequência, procure um médico. Por falta de informação ou até por vergonha, muitos indivíduos partem direto para o uso de fraldas ou absorventes. Este problema destrói a qualidade de vida e pode ser resolvido, às vezes sem intervenção cirúrgica.

O assoalho pélvico é um grupo de músculos de controle voluntário que se localiza na porção inferior da bacia, especificamente entre as coxas. Essa rede muscular começa no osso púbico (região baixa do abdômen), passa pelas paredes laterais dos ossos da bacia e se dirige para o cóccix (osso no início da fenda que separa as nádegas).

A função da pelve é sustentar os órgãos internos e proporcionar o correto funcionamento da uretra e do reto. Ela age como válvulas de fechamento, conhecidas como esfíncteres, e também circunda a vagina.

Quando esses músculos ficam frouxos ou pouco fortalecidos, podem acontecer vazamentos involuntários da bexiga ou do reto. Por isso, exercícios para fortalecer o assoalho pélvico devem ser feitos todos os dias.

Esses movimentos também podem ser realizados por gestantes e são ótimos para quem está se preparando para engravidar. Além disso, é importante fazer atividade física e controlar o ganho de peso sempre, inclusive na gestação. Nos últimos meses, a mulher produz mais urina, a bexiga enche mais rápido e a pressão abdominal é maior por conta do bebê.

Entre os exercícios recomendados, estão contrações para fazer deitado no chão, contrações deitado no chão e com o quadril levantado, agachamento com cabo de vassoura ou rodo, e sentar-se em uma cadeira com bola, almofada ou travesseiro dobrado.

Capacidade da bexiga
Quando temos a primeira de vontade de fazer xixi, a bexiga está com cerca de 150 ml. Quando essa sensação aperta, chega entre 250 e 300 ml.

A quantidade máxima que a bexiga consegue segurar é de 400 ml até 500 ml. Essa já é uma manifestação muito forte. Idosos e adultos não têm diferença na capacidade de armazenamento, o que muda é a força para segurar a vontade.

Xixi na cama
O principal motivo da chamada enurese nas crianças é um atraso no amadurecimento no centro do cérebro que controla a micção. Esse é geralmente um componente hereditário. Se ambos os pais tiveram o problema na infância, a probabilidade de a criança apresentá-lo é de 77%. Já se nenhum dos pais tem antecedentes, a chance cai para 15%.

Eventos causadores de tensão psicológica também são importantes, particularmente quando ocorrem entre os 2 e 4 anos de idade. Meninos, em geral, sofrem mais que as meninas – para cada 3 meninos, são 2 meninas.

Aos 5 anos de idade, 15% das crianças fazem xixi na cama. Aos 15 anos, esse índice baixa para 1%. O melhor a fazer é não repreender, mas explicar que isso é um problema temporário e que você sabe que não foi de propósito. Outra sugestão é pedir que a criança ajude os pais a trocar a roupa de cama.

Para evitar o xixi de madrugada, é bom restringir a ingestão de líquidos à noite, levar a criança para urinar antes de dormir e até acordá-la no meio da noite para ir ao banheiro.

Segundo o urologista Fernando Almeida, até os 2 anos de idade a criança deve sair da fralda durante o dia, e até os 5 anos deixar a fralda à noite.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

'Lei de jalecos' ainda não foi regulamentada.

'Lei de jalecos' ainda não foi regulamentada A lei que proíbe o uso dos jalecos fora do ambiente médico – para evitar contaminações – foi sancionada há 4 meses, mas ainda não há prazo para que a medida seja regulamentada.
Até agora, ninguém definiu quem será responsável pela fiscalização e, por isso, não há como punir os infratores.

A proposta é polêmica e o governador Geraldo Alckmin diz que precisa ser discutida melhor. O diretor da Associação Paulista de Medicina, Hélio Bacha, classifica a lei como “descabida” e afirma que o problema está dentro dos hospitais.

Na mesma linha, o presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, Renato Azevedo, acredita que a conscientização dos profissionais é o principal passo para evitar as contaminações.


Fonte: Band

7 mitos e 5 verdades sobre o diabetes.

No Brasil, cerca de sete milhões de pessoas, acima de 18 anos, têm a doença. Um estudo recente da Sociedade Brasileira de Diabetes, aponta que mais de 60% deles não sabem que têm a doença. Disfunção metabólica crônica decorrente de uma deficiência de insulina - hormônio produzido pelo pâncreas - que pode ser causada por fatores genéticos ou em decorrência de maus hábitos de vida como sedentarismo e uma dieta desequilibrada, recheada, principalmente de açúcar.

O problema pode trazer perda ou aumento de peso, é fator de risco para problemas cardiovasculares e, nos casos mais graves, provocar falência de órgãos (rins, olhos) e até a morte. Apesar dos perigos, é completamente controlável.

"É uma doença crônica e deve ser tratada como tal, mas com informação e mudança de hábitos, dá para ser controlada e ter qualidade de vida", explica a nutricionista Patrícia Ramos, coordenadora do Hospital Bandeirantes. Pensando nisso, o MinhaVida conversou com especialistas para descobrir os mitos e verdades do diabetes para facilitar a vida de quem convive com a doença. 

O diabetes é uma doença crônica, mas com informação e mudança de hábitos, dá para ter qualidade de vida

1.Diabetes é contagioso

Mito: o diabetes não passa de pessoa para pessoa. É preciso acabar com essa discriminação de que o diabético não pode ter emprego, amigos e vida social. O que acontece é que, em especial no tipo 1, há uma propensão genética para se ter a doença e não uma transmissão comum. "Temos exemplos de mães diabéticas que tem filhos totalmente saudáveis", explica a nutricionista.

2.Canela ajuda a controlar o diabetes

Mito: não tem nenhum estudo científico que comprove isso. Existem alguns estudos em relação à canela, porém são estudos preliminares, que merecem mais esclarecimentos para provar esse efeito satisfatório. "É melhor não seguir nada que não seja comprovado, afinal, trata-se de um problema crônico e qualquer descuido pode piorar a situação", diz a nutri. 

3.Diabético pode consumir mel, açúcar mascavo e caldo de cana sem problemas

Mito: apesar de naturais, estes alimentos tem açúcar do tipo sacarose, maior vilã dos diabéticos. "Hoje, os padrões internacionais já liberam que 10% dos carboidratos ingeridos podem ser sacarose, mas sem o controle e a compensação, os níveis de glicose podem subir e desencadear uma crise", explica Patrícia. "O diabético até pode consumir, mas ele deve ter noção de que não pode abusar e compensar com equilíbrio na dieta", continua.

4.Alguns alimentos ajudam a controlar os níveis de glicose no sangue auxiliando o tratamento do diabetes

Verdade:
Sim. Isso por conta do Índice Glicêmico (IG) dos alimentos. Quando um alimento tem o índice glicêmico baixo, ele retarda a absorção da glicose pelo sangue e, portanto estabiliza a doença. Mas, quando o índice é alto, esta absorção é rápida e acelera o aumento das taxas de glicose no sangue. "Alimentos integrais, iogurtes sem açúcar, maçã, pera, feijão, lentilha e manga, podem ser considerados indutores deste controle, por isso ajudam a amenizar os sintomas da doença, já os de alto índice, como batata e demais carboidratos, aumentam o problema", continua Diabetes

5.A aplicação de insulina causa dependência química

Mito:
a aplicação de insulina não promove qualquer tipo de dependência química ou psíquica. O hormônio é importante para permitir a entrada de glicose na célula, tornando-se fonte de energia. "No caso dos pacientes com diabetes tipo 1, não tem jeito eles são insulino-dependentes, e não porque ela cause esta dependência, mas pelo fato de sua deficiência ser crônica desde o nascimento", explica Patrícia.

"Não se trata de dependência química e sim de necessidade vital. Você precisa da insulina para sobreviver, mas não é um viciado na substância", explica o endocrinologista e presidente da Associação Nacional de Apoio ao Diabético (Anad), Fadlo Farige. 

6.Deve-se substituir o açúcar dos alimentos por adoçante

Verdade
: os adoçantes foram feitos exatamente para os diabéticos ou para quem está de dieta, porém, para pessoas que não têm nenhuma disfunção, existe um limite para seu uso. "O valor diário recomendado de aspartame, por exemplo, é 40 mg por kg, já no ciclamato, este número é bem menor, 11 mg", explica a nutricionista. 

Diabetes
7.Dá para evitar a insulina se você não ingere carboidratos


Mito:
neste caso, depende. O carboidrato eleva a glicemia com mais rapidez, por isso sua ingestão deve ser controlada. "No diabetes Tipo 1, é necessária a aplicação de insulina diariamente, já que o pâncreas não produz este hormônio. Portanto, mesmo que não coma carboidratos, precisará aplicar insulina. No caso do diabetes Tipo2, a ingestão da insulina vai depender do nível de glicemia. Se estiver controlado, pode-se parar o uso, porém, só um médico poderá fazer esta avaliação", explica Patrícia. 

8.Não é permitido ingerir bebidas alcoólicas

Verdade: "o consumo é permitido, mas com alguns cuidados: de forma moderada e sempre junto a uma refeição, pois o consumo isolado pode levar a hipoglicemia (baixa nas taxas de glicose sanguínea) ou dificultar a recuperação de uma crise hipoglicêmica, já que o uso de insulina e de outros medicamentos para controlar o diabetes é feito para baixar a glicemia, e o álcool tende a diminuir ainda mais estas taxas, o que pode levar a um quadro crônico", explica a nutricionista.

Também é importante fazer o monitoramento de glicemia antes e depois de consumir bebidas alcoólicas. Para Fadlo Fraige, apenas as bebidas destiladas são permitidas (e com muita moderação), pois, segundo ele, não são feitas à base de carboidratos e o álcool tem baixo índice glicêmico. Já sobre as fermentadas, à base de glicose, o endocrinologista recomenda: "Cuidado com cervejas e bebidas doces ou à base de carboidratos. Elas têm alto índice glicêmico e podem trazer problemas. Ao contrário do que se imagina, as bebidas sem álcool são piores, pois, têm o carboidrato e não têm o álcool que ajuda a baixar

a glicemia", explica o presidente da Anad. 

Bebida alcóolica -diabetes

9.Bebida alcoólica pode porque o remédio para diabetes tem álcool e não faz mal

Mito:
A taxa de álcool presente nos remédios são mínimas e, por isso, não dá para fazer esta comparação. "Bebidas alcoólicas são permitidas com restrições", diz a nutricionista.

10.Quem tem diabetes deve fazer somente exercícios leves

Verdade:
diabéticos devem ser estimulados a fazer atividades físicas, respeitando contra-indicações, se houver. "De uma forma geral, os exercícios melhoram os níveis glicêmicos, porém, quando o gasto calórico é maior do que a reposição de nutrientes após o treino, pode haver um quadro de hipoglicemia, por isso, deve-se fazer um monitoramento", diz a nutricionista. 

11.Estresse ajuda a descontrolar o diabetes
Verdade:
quando uma pessoa fica nervosa, a sua taxa de glicose sanguínea sobe. "Mas isso não acontece só com diabéticos", diz Patrícia.

12.Diabéticos podem usar sauna e fazer escalda pés
Mito:
Por ser uma disfunção metabólica o diabetes altera a circulação e compromete os vasos sanguíneos, dificultando o processo de cicatrização e pode causar problemas em diversas outras funções como problemas renais e o comprometimento da visão. "Em função desta alteração circulatória, os riscos de exposição à altas temperaturas e aos choques térmicos podem agravar ou desencadear quadros de angiopatias e outros problemas cardíacos", finaliza a Patrícia.

Hospital recruta voluntários para testar droga contra HIV.

ENFERMAGEM PRESENTE O hospital estadual Emílio Ribas, de São Paulo, abriu recrutamento de pacientes com HIV para avaliar uma nova droga que poderá ajudar quem não estiver reagindo ao tratamento atual. O processo de seleção dos voluntários para participar desta pesquisa se estenderá até o mês de janeiro de 2012.

Poderão participar do estudo pacientes com HIV, maiores de 18 anos, e que apresentam multiplicação do vírus HIV, mesmo com o uso correto dos medicamentos convencionais. Ou seja, que apresentam resistência do vírus HIV aos atuais antirretrovirais, e que ainda não usaram medicamentos inibidores da integrase, como o Raltegravir.

As vagas são limitadas. Os pacientes interessados devem levar exames recentes e procurar a equipe do hospital-dia do Emílio Ribas, no 2º andar da unidade, de segunda-feira à sexta-feira, das 8 horas às 17 horas.

Mais informações:  telefones (11) 3896-1285;3896-1213; 3085-7059. O hospital estadual Emílio Ribas fica na avenida Dr. Arnaldo, 165, Cerqueira César, zona oeste da capital paulista.


Fonte: Veja Online

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Taxa de crianças menores de 5 anos com aids cai no Brasil.

O número de casos de aids em crianças de até 5 anos de idade tem caído no Brasil desde 2000. A queda não ocorreu de maneira igual em todas as partes do país. Enquanto, a taxa de incidência da doença entre as crianças reduziu no Sudeste na última década, cresceu no Norte e Nordeste. É o que mostra o Saúde Brasil, publicação anual do Ministério da Saúde que traz dados sobre a saúde do brasileiro.

No Brasil, a prevalência da aids nos menores de 5 anos passou de 5,4 casos para três casos por 100 mil habitantes, de 2000 para 2009. Na Região Sudeste, a redução foi de 8,2 para 2,8 casos no mesmo período. No Norte, o movimento foi inverso do nacional, subindo de 1,9 para quatro casos por grupo de 100 mil habitante. No Nordeste, a taxa cresceu de 1,4 para 2,3.

Nessa faixa etária, a maioria dos casos de contaminação ocorre de mãe para filho durante a gravidez, a chamada transmissão vertical. O próprio Ministério da Saúde conclui, na publicação, que a oferta de pré-natal de qualidade, com o teste de HIV nas gestantes, evitaria muitos casos infantis das doenças. “Como o diagnóstico da infecção pelo HIV, no início da gestação, possibilita o efetivo controle da infecção materna e a consequente diminuição da transmissão vertical, o teste anti-HIV deve ser sempre oferecido, com aconselhamento pré e pós-teste, para todas as gestantes, na primeira consulta do pré-natal, independentemente de sua aparente situação de risco”, diz o documento.

A meta do Brasil é reduzir a transmissão vertical de 6,8%, taxa verificada em 2004, para menos de 2% até 2015. Em mais da metade dos casos, a infecção acontece durante o parto. De 2000 a 2009, foram identificadas 54.218 gestantes soropositivas no país, sendo que 75,6% viviam no Sul e Sudeste.



Fonte: Agência Brasil

Novo fármaco age conforme a quantidade de glicose na circulação.

DIABETES O recém-realizado Congresso de Diabetes, em Brasília, foi palco para a divulgação de novas descobertas para o combate da doença, em especial para os portadores do tipo 2 desse mal. Como se sabe, controlar a presença de açúcar na corrente sanguínea é o grande desafio de milhares de diabéticos em todo o mundo.

Além dos medicamentos, a informação também é um dos pilares do tratamento da doença. Por isso, um site (www.diabetesemequilibrio.com.br) foi criado para permitir que os portadores consigam calcular melhor seus índices glicêmicos.

Lá há desde questionários que podem ser preenchidos e compartilhados com os médicos durante a consulta, além de sugestões de receitas e cardápios mais adequados. Porém, mais importante é o programa de aprendizagem e de apoio para pacientes com diabetes tipo 2, que incentiva as pessoas a buscarem melhor qualidade de vida, utilizando ferramentas que estão ao alcance de todos.

“Com conhecimento, o paciente tem a possibilidade de entender o tratamento, aumentando o nível de comprometimento. Outro ponto é que ele consegue viver de forma tranquila e saudável porque sabe o que fazer”, explica a médica Gabriela Luporini Saraiva, gerente do laboratório MSD, criador do site.

Novo fármaco

Quem também anuncia nova alternativa de combate ao diabetes são os laboratórios parceiros Boehringer Ingelheim e a Eli Lilly, que estão apostando na droga linagliptina (Trayenta), recém-aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como a opção mais completa de tratamento a ser utilizada nos próximos 20 anos. A medicação age como um inibidor de DPP-4 (enzima dipeptidil peptidase 4) e foi testado em mais de 6 mil pacientes em todo o mundo.

Seu diferencial é ser excretado do organismo pela bile e pelo intestino, sem prejudicar os rins do diabético. Além de não precisar de ajuste de dose. Ao ser eliminada por estas vias, poupa os rins do diabético, uma vez que estes pacientes são os responsáveis pela segunda causa de falência renal no mundo.

Considerado “inteligente”, o fármaco age conforme a quantidade de glicose na circulação – evitando assim o inconveniente das hipoglicemias (níveis de açúcar no sangue abaixo do normal), efeito adverso de outros medicamentos.

De acordo com o estudo divulgado, a eficácia está na redução da hemoglobina glicada (parâmetro de controle da glicose no sangue) e no controle do diabetes, além de ter sido elogiado por não provocar ganho de peso, náuseas e outros incômodos gastrointestinais – inconvenientes de outros remédios orais amplamente utilizados.

A endocrinologista Lúcia Helena B. Tácito, professora da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp), lembra, no entanto, que é preciso estar alerta, pois para todo medicamento ou conduta terapêutica é preciso considerar o famoso custo-benefício.

“Hoje, o número de informações bem como sua velocidade são igualmente grandes, portanto, muitas verdades são transitórias, exaltando cada vez mais a importância do profissional bem formado e com capacidade crítica de avaliar o melhor tratamento para o seu paciente, provando que a máquina nunca substituirá a capacidade de síntese e crítica da inteligência humana”, finaliza.

Glitazonas & Anvisa

Já vai longe o tempo em que medicações como a glitazonas e outros poucos fármacos (que demonstraram efeitos benéficos importantes na sensibilidade à insulina) eram os únicos produtos indicados para pôr controle a esta doença, que hoje é considerada uma epidemia mundial. Atualmente, existem dezenas de opções para uma mesma condição clínica, o que permite aos médicos optarem por um ou outro produto que ofereça melhor resultado no tratamento.

As glitazonas que surgiram há cerca de dez anos foram recebidas com grande entusiasmo como opção terapêutica, mas novos estudos mostraram efeitos colaterais importantes, inclusive de natureza carcinogênica. De acordo com a endocrinologista Lucia Helena, é preciso sempre alertar o paciente para o risco de efeitos adversos no uso deste medicamento, embora, eles nunca tenham sido totalmente desconhecidos.

Já era sabido, por exemplo, que a hemodiluição, aumento de peso, restrições em pacientes com insuficiência cardíaca eram efeitos adversos, já conhecidos graças aos estudos pré-clínicos. “Eles já haviam levado este efeito em consideração e não houve associação causa-efeito que impedisse a liberação do medicamento. O atual posicionamento das agências reguladoras é de manter a medicação, com mudanças em bula que alertem para o problema, pois o risco foi considerado baixo”, afirma a endocrinologista.

Nova bomba de insulina beneficia portadores do tipo 1

Embora no caso do diabetes tipo 1 não exista tantos lançamentos como para o tipo 2, algumas novidades anunciadas no Congresso se destinam aos insulinodependentes infantis. O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune que atinge o pâncreas, impedindo a produção de insulina. Pouco se sabe sobre a sua causa, mas o tratamento exige a administração contínua de insulina. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 11 milhões de pessoas são portadoras do diabetes no Brasil.

Estima-se que 10% desse total tem o tipo 1 da doença, que geralmente se manifesta na infância ou adolescência. Daí a boa notícia trazida pelo pesquisador da Sociedade Europeia de Endocrinologia Pediátrica,Tadej Battelino, professor da Universidade de Ljubljana, na Eslovênia, durante o Congresso: a bomba de insulina, uma tecnologia muito usada no exterior, que visa proporcionar conforto e segurança para os diabéticos.

O aparelho envia microdoses de insulina continuamente ao organismo, 24 horas por dia, conforme uma programação recomendada pelo médico. Hoje, já é utilizada por mais de 500 mil pessoas nos Estados Unidos, entre adultos e crianças. No Brasil, segundo o endocrinologista pediátrico Raphael Liberatore, professor da Famerp, existem vários pacientes fazendo uso da bomba com sucesso.

Ele explica que o diferencial entre a bomba de insulina e o método atual de injetar a insulina com agulha é que a bomba injeta pequenas porções de insulina a cada 3-5 minutos, e, com isto, imita melhor o funcionamento do pâncreas normal. A única injecão é feita a cada três dias para a troca do catéter que é acoplado na barriga do paciente.

Liberatore observa que já tem cerca de 40 pacientes em tratamento com a bomba, e a sua é a segunda maior experiência no Brasil. A primeira está na Capital. As vantagens do tratamento com a bomba de insulina são visíveis, pois, além de menos picadas, ela oferece melhor controle metabólico e qualidade de vida. “Sem falar da maior liberdade de horários e de alimentação”, diz.

Para os jovens é uma libertação, uma vez que já não precisam mais ficar se expondo quando têm de tomar a injeção e ficar controlando a alimentação. Embora não esteja disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o Hospital de Base já solicita ao Ministério da Saúde que a bomba seja aprovada para uso em casos específicos. E, se não houver outra alternativa, recorrer à Justiça ainda é a saída.

Saiba mais:


:: A linagliptina (Trayenta) está indicada para o tratamento do diabetes tipo 2, sozinha ou em associação (com meftormina, sulfonilureias, pioglitazona), na dose de 5 mg, uma vez ao dia, com ou sem alimentos, sem necessidade de ajuste de dose em qualquer situação

:: Foram realizados estudos com linagliptina desde 2004, em mais de 40 países, envolvendo mais de 6 mil pacientes. Os estudos avaliaram o uso da linagliptina no tratamento do diabetes tipo 2 emadultos, sozinha ou em associação com outros medicamentos antidiabéticos orais, como a etformina. O Brasil participou de alguns estudos

:: A linagliptina é ummedicamento oral para o tratamento do diabetes tipo 2, da classe dos inibidores de DPP-4. Ela melhora a taxa de açúcar no sangue, age através do aumento do tempo de ação das incretinas no organismo. As incretinas são hormônios liberados pelo intestino após a alimentação e que regulam a liberação de outros hormônios que controlam a taxa de glicose no sangue (insulina e glucagon)

:: Linagliptina tem uma estrutura molecular diferente, que faz com que ela seja excretada principalmente pelo intestino (apenas 5% pelos rins). Nos estudos clínicos com até 2 anos de duração não apareceram efeitos colaterais significativos

 

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